No post sobre os museus do Brasil, fiz uma comparação entre Tiradentes e Gettysburg. Em 1789, Tiradentes, então conhecida como São José Del Rei, foi palco de um dos principais movimentos contra a Coroa Portuguesa no Brasil. Os inconfidentes pretendiam eliminar a dominação portuguesa das Minas Gerais e criar ali um país livre. O resto da história vocês conhecem…

Statue of Kemble WarrenA Batalha de Gettysburg aconteceu nos três primeiros dias de julho de 1863 e foi a mais importante da Guerra Civil Americana, onde os exércitos do sul, os confederados, enfrentaram os exércitos do norte, unionistas, sendo derrotados por estes. O resultado alterou o rumo da guerra, que vinha sendo vencida pelos estados do sul, que pretendiam eliminar o controle da União e fundar ali um país livre. Guardadas as diferenças e semelhanças históricas com a Inconfidência mineira, a questão é falar sobre como cada país preza a memória de seu passado. Já disse o que penso de Tiradentes, que se baseia apenas na sua arquitetura e igrejas cheias de ouro para contar sua história, com os museus sem nenhuma peça importante, sem nenhum evento, sem nada na rua…agora vou falar sobre Gettysburg… que mantém viva na memória dos americanos uma das passagens mais importantes de sua História…

Gosto muito de História americana (não confundir por ser fanático pelos Estados Unidos, ou George Bush ou guerra no Iraque ou qualquer outra coisa assim… uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa). Aprecio principalmente o período da guerra civil. Sendo assim, Gettysburg é um dos meus lugares favoritos na terra do Tio Sam. Fui buscar algumas fotos minhas antigas, de quando visitei a cidade em 1996 (é, faz tempo…) e são elas que ilustram este post.

Canhão no campo de batalhaA principal atração da cidade, com certeza, é o parque criado no campo de batalha, onde pessoas se vestem como na guerra civil e contam um pouco de como foram aqueles dias históricos. Canhões estão espalhados por todo o parque, bem como monumentos aos soldados e estados que participaram da batalha.

No prédio do museu, um mapa animado demonstra as estratégias usadas por cada um dos exércitos e o que aconteceu nos três dias de batalha. Para conhecer o parque, o visitante pode escolher entre um tour guiado, um tour à pé com um mapa ou, a melhor opção, um tour em seu próprio carro, onde você compra um cd e, pelos quase 30 quilômetros do trajeto, vai recebendo informações sobre a guerra e o que está vendo.

Union Soldiers Confederate Soldiers

O Soldiers National Cemetery é outro ponto de interesse turístico. Foi lá, durante a cerimônia de homenagem aos soldados da União mortos na batalha que o então presidente Abraham Lincoln fez o famoso discurso “Gettysburg Adress”. Hoje, também estão enterrados lá soldados que lutaram nas guerras com a Espanha, de 1898, Primeira e Segunda Guerras Mundias, Vietnã e principais conflitos em que o país se meteu (que não são poucos).

Pennsylvania Monument Pennsylvania Monument close

Vou deixar que minhas fotos do lugar falem um pouco por mim… é só clicar nelas para ampliar.

Union Soldiers Monumento aos soldados do Alabama

Uma dica… para ficar por dentro do assunto sem ter que recorrer aos livros de história, leia Lincoln, de Gore Vidal (ed.Rocco, 1986. 831 págs). Misturando ficção e realidade, Lincoln é uma das obras que compõe a saga de Vidal sobre a história dos EUA e que conta ainda com 1886, Império, Hollywood

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Pedro Serra

Como falei sobre o Movimento Slow Food no meu post anterior, achei que seria legal explicar o que realmente é isso. O movimento não significa uma certa bahianidade no ato de servir (que os bahianos me desculpem o estereótipo, mas não fui eu que criei. Não posso fazer nada), mas é uma resposta aos fast foods da vida, com suas comidas industrializadas, gordurosas e que mudaram os hábitos alimentares das pessoas, levando-as a não mais ter o hábito de sentar-se a mesa e apreciar o ato de comer.

 

A filosofia do Slow Food é a de que todos têm o direito de comer bem, e a responsabilidade de defender a herança culinária, as tradições e culturas que tornam possível esse prazer. A intenção é devolver ao alimento a sua dignidade cultural, e para isso a ecogastronomia é a chave. Os adeptos do movimento defendem um novo modelo de agricultura e o uso sustentável da biodiversidade, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção. Além disso, são co-produtores, pois são parceiros no processo de produção dos alimentos que consomem.

 

Fundado na Itália em 1986, o movimento hoje é uma associação sem fins lucrativos, com mais de 80 mil membros e escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, além de apoiadores em 122 países. No Brasil, os Convivia – núcleos locais do Slow Food – estão presentes nas cidades de Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belém (PA), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Pirenópolis (GO), Montes Claros (MG), Piracicaba (SP) e Tiradentes (MG). Além dos Convivia, existem atualmente 59 comunidades do alimento distribuídas em todas as partes do Brasil, e a Fundação Slow Food para a Biodiversidade atua na proteção de alimentos 100% nacionais, de sabores esquecidos e ameaçados de extinção. Na lista encontram-se alimentos como o arroz vermelho, o babaçu e a farinha de batata doce krahô (se alguém já tiver ouvido falar deles, ganha um prêmio do blog).

Para saber mais: http://www.slowfoodbrasil.com/

Pedro Serra

Lago no alto da trilhaUma viagem a Tiradentes vale por muitas. Conhecida por ser uma das cidades mais preservadas em sua arquitetura histórica, suas casa antigas e igrejas banhadas a ouro atraem turistas de todo o Brasil, ávidos por conhecer o lugar onde morou Joaquim José da Silva Xavier, personagem da Inconfidência Mineira que dá nome à cidade. Mas esta é só uma das muitas atrações do lugar.

Uma das cidades mais importantes da Estrada Real, por onde era escoada toda a produção de metais e pedras preciosas do Brasil colônia, Tiradentes oferece trilhas, cachoeiras, piscinas termais, visitas à cavernas, rapel, passeios à cavalo, tudo isso sempre remetendo o visitante a um passado histórico.

Leia este post na íntegra no novo Blog Sem Destino – www.blogsemdestino.com