Como, infelizmente, ainda não tive a oportunidade de passar o réveillon em Florianópolis, mandei emails para meus fiéis leitores do Sem Destino perguntando como foi a festa por lá. A minha grata surpresa veio no email do amigo André Varanda, que deu uma de correspondente de guerra e me mandou um texto completo que vocês conferem a seguir:

“Pode-se dizer que o reveillon de Florianópolis é dividido em duas partes – a primeira, famílias e pessoas mais velhas que vão até a Avenida Beira-mar curtir a queima de fogos na ponte Hercílio Luz e a segunda parte de jovens e pessoas que estão procurando agitação, que se dirigem a praia de Jurerê Internacional.

Ao contrário das expectativas Jurerê não estava completamente parada e com transito caótico. Era possível trafegar em 15 ou 20 minutos desde a saída na estrada até encontrar um lugar para parar o carro. Claro, as ruas estavam tomadas por pessoas e carros, o que fazia as vagas mais próximas à praia estarem esgotadas. O ponto positivo é que em qualquer lugar que se fosse parar o carro, nenhum flanelinha (guardador de carros) era encontrado.

Já na areia a praia estava completamente lotada, em uma rápida caminhada desde o Parador 12 (P12) até o club Taikô, foi possível constatar este fato. Pessoas com tendas de camping ocupavam os espaços mais privilegiados da praia, restando aos “foliões” que estavam “a pé”, as partes mais próximas ao mar.

Com certeza em toda a extensão de 2 km da praia o club Taikô comandava de longe a festa. As pessoas se aglomeravam em volta ao club que retribuía com um grande som eletrônico animando o pessoal. Dentro do club era possível ver muitas pessoas famosas. A bagatela para curtir o club Taikô naquela hora era de R$1.200. ´

O Parador 12 por sua vez, até meados de meia noite coloca um som mais baixo, quase inaudível  as pessoas da praia. Não ficando muito atrás o Parador colocava o preço na porta de R$1.000 para quem quisesse adentrar o club naquele momento.

A queima de fogos em Jurerê Internacional, fica por conta de alguns grupos de pessoas, não existe uma queima oficial, então cabe aos mais empolgados fazerem suas próprias baterias de fogos.

Por volta da 01:00 da manhã, as pessoas começam a evacuar o local e dirigir-se a suas próprias festas (Reveillon Boutique, Shine, Pacha, El Divino, etc.). A festa que compareci foi a Pacha.

Sem muito transito e maiores problemas para chegar ao local, foi constatado que o estacionamento estava parcialmente alagado, devido às chuvas daquela tarde. Fazendo com que em medida de emergência, novas vagas de carros fossem abertas, o que causou um pouco de confusão para se parar o carro.

A festa em si, nada a reclamar, open bar de respeito como prometido. O mais surpreendente foi à eficiência no bar, fazendo com que as pessoas não ficassem nem cinco minutos para pegar suas bebidas. Ao contrario por exemplo do P12, alguns dias antes, que sofria com os bares lotados e com poucos funcionários no atendimento.

Muita gente bonita, um som que apesar de não contar com nenhum DJ renomado, não deixou a desejar ao que por exemplo tocava no Taikô horas antes. Enfim, dinheiro bem gasto.

Após a saída do club Pacha por volta das 06:30 da manhã, resolvemos ver qual era o estado da praia em Jurerê Internacional. Encontramos o Taikô e P12 fechados, ao contrario do Café de La Musique que ainda estava em tempos de fim de festa. A praia estava suja, mas dentro das expectativas. Um batalhão de limpeza fez seu trabalho em pouco tempo, deixando em poucas horas a praia praticamente limpa novamente.

Em resumo pode-se dizer que o Reveillon de Florianópolis agrada gregos, troianos, romanos, turcos, etc. Aos que gostam de agitação, opções ao longo de toda a Ilha não faltam, seja esta dentro de um club ou com os pés na areia. Já para aqueles que gostavam de ficar mais tranqüilos, o centro oferece boas opções, com bares e restaurantes funcionando. Alem é claro da tradicional queima de fogos”.

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Só quando cruzo a Ipiranga com a Avenida São João...

Quando você pensa em turismo no Brasil, que cidades lhes vêm a mente? Rio, Salvador, Recife, Florianópolis. Esqueçam todas elas e tentem adivinhar qual foi eleita a melhor capital para os turistas em pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do Ministério do Turismo… São Paulo, a Terra da Garoa. Entre as cidades que não são capitais, Foz do Iguaçu ficou em primeiro e Ouro Preto em segundo.

Agora, vamos ver quais foram os critérios utilizados… a melhor aqui veio no sentido de mais bem estruturada. Realmente para quem gosta de um bom albergue, isso não é lá muito verdadeiro, pois só existem uns oito em toda a metrópole, mas a pesquisa avaliou 65 municípios em 13 aspectos, atribuindo notas de 0 a 100 a cada item. As cidades foram divididas em grupos de 27 (26 capitais e o Distrito Federal) e 38 (não capitais) e classificadas só dentro do próprio conjunto.

Os quesitos analisados foram economia local, capacidade empresarial, acesso (rodovias, ferrovias, aeroportos e transporte local) e serviços e equipamentos turísticos, que inclui sinalização turística, centro de atendimento ao turista, espaços para eventos, capacidade dos meios de hospedagem, dos restaurantes e do turismo receptivo e estrutura de qualificação para o turismo. Cada cidade foi visitada por pesquisadores da FGV durante cinco dias, entre julho e setembro de 2008.

O Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas de 2016 e principal porta de entrada dos turistas no Brasil, só ficou em primeiro lugar no quesito ‘atrativos turísticos’, o que demonstra que muita coisa ainda precisa melhorar até lá.

Confira abaixo as melhores cidades em cada quesito:

Infraestrutura geral
.
Capital – Florianópolis
Não capital – Bento Gonçalves
Acesso
.
Capital – São Paulo
Não capital – Foz do Iguaçu
Serviços e equipamentos turísticos
.
Capital – São Paulo
Não capital – Foz do Iguaçu
Atrativos turísticos
.
Capital – Rio de Janeiro
Não capital – Ouro Preto
Marketing e promoção do destino
.
Capital – Belo Horizonte
Não capital – Foz do Iguaçu
Políticas públicas
.
Capital – Recife
Não capital – Porto Seguro
Cooperação regional
.
Capital – Natal
Não capital – Maraú
Monitoramento
.
Capital – Belo Horizonte
Não capital – Balneário Camboriú
Economia local
.
Capital – São Paulo
Não capital – Gramado
Capacidade empresarial
.
Capital – São Paulo
Não capital – Foz do Iguaçu
Aspectos sociais
.
Capital – Curitiba
Não capital – Ouro Preto
Aspectos ambientais
.
Capital – Curitiba
Não capital – Foz do Iguaçu
Aspectos culturais
.
Capital – Salvador
Não capital – Ouro Preto
Yes, we créu!

Yes, we créu!

Ontem foi um dia histórico para o Rio, o Brasil, a América do Sul e sei lá mais quem… a única vez na vida que eu fiquei tão apreensivo em frente à televisão foi quando a Fernanda Montenegro foi indicada ao Oscar. Mas enquanto a nossa grande atriz acabou decepcionando a todos, o Rio fez bonito e trouxe para casa a Olimpíada de 2016. O que isso significou para mim? Bom, em um primeiro momento, significou que, em vez de eu sair às 20h do jornal, eu só ia sair no meio da madrugada. Após a enxurrada de matérias que eu escrevi, os posts que coloquei no blog da Rio 2016 no jornal, as fotos que tratei, os vídeos que editei e sei lá mais o quê, pude pensar mais friamente no caso… mas aí eu já estava muito cansado para chegar a qualquer conclusão.

Pude ver, porém, alguns dos efeitos que a escolha do Rio como cidade-sede de 2016 já trouxe. O jornal veio cheio de anúncios, após um certo período de vacas magras, as ações de companhias aéreas subiram na bolsa de valores e, o mais importante, todos tinham um sorriso no rosto, demonstrando o orgulho de ser carioca, brasileiro, sul americano… Dei até uma entrevista ao vivo para uma rádio da Argentina… nossos hermanos devem estar até agora tentando entender o que eu falei, mas isso já demonstra a atenção na mídia mundial que passaremos a ter a partir de agora.

O Twitter foi um caso a parte. A criatividade e ironia dos brasileiros apareceram logo e o trending tópic ‘Yes, we créu’ foi para o topo da lista. Ressuscitaram até o Mussum, que virou o mascote da nossa zoação com os pobres americanos, eliminados na primeira rodada.

Uma análise mais profunda do que acontecerá daqui para a frente, dos ganhos, e perdas, que teremos com a responsabilidade de sediar o evento, de como isso afetará o turismo e a vida dos cariocas e brasileiros, ainda será feita aqui no blog… o momento agora é de comemorar, e gritar bem alto ‘YES, WE CRÉU!!!’

Por um mundo sem carros

Por um mundo sem carros

O Dia Mundial Sem Carro é uma ideia muito bonita…  em Paris, Nova York, Londres, Madri, Tókio e outras cidades onde o transporte público funciona e te leva aos lugares onde você quer ir. Eu aderi ao movimento… e vim trabalhar de moto. Não sei se é bem isso que eles queriam dizer com o tal do ‘sem carro’, mas era o máximo que eu poderia fazer. Ontem, só porque eu sou do contra, eu vim de ônibus pela primeira vez desde que comecei a trabalhar no jornal. Pois bem, a jornada, que geralmente leva uns 15 minutos de moto e uns 20 de carro, levou mais de uma hora, tanto na ida quanto na volta. Além disso, por não haver pontos próximos à minha casa, tive que andar por mais de 15 minutos em cada trecho, debaixo de chuva, por ruas escuras e vazias… e isso é porque eu moro em ‘um bairro nobre da Zona Sul’, como diriam os jornais. Imagino quem mora na Zona Oeste do Rio, onde os poucos ônibus que existem, não te levam a lugar nenhum.
 
Acabei de chegar de Nova York, e lá eu só andava de metrô. Quando estive em Paris e Madri, também. Em Amsterdam, só à pé ou de bicibleta. Até em Barcelona, onde o metrô é muito bom mas nunca te deixa onde você quer ir, eu não peguei nenhum táxi. Acredito até que a vontade do brasileiro de aderir ao movimento exista, mas falta a infraestrutura para se fazer isso. No Rio, o metrô tem umas cinco estações e já não aguenta a demanda diária. Imagina se todo mundo resolvesse deixar o carro em casa… seria um caos nos subterrâneos da cidade.

O mapa do metrô do Rio

O mapa do metrô do Rio

Agora o de Nova York

Agora o de Nova York

E que tal o de Paris? Chega, fiquei deprimido

E que tal o de Paris? Chega, fiquei deprimido

Acredito que seja exatamente por isso que as notícias dos jornais em todo o Brasil tenham sido iguais… os políticos aderiram, para fazer média, mas a população nem quis saber. Vejamos algumas:
 
A Tarde – Salvador: Soteropolitanos não aderem ao Dia Mundial Sem Carro

Zero Hora – Florianópolis: Apesar do Dia Mundial Sem Carro, manhã teve congestionamentos em Florianópolis

Diário do Grande ABC – ABC Paulista: Grande ABC não adere ao Dia Mundial Sem Carro

Agência Anhanguera – Campinas: Trânsito caótico marca o Dia Sem Carro em Campinas

G1 – São Paulo: São Paulo tem 43km de lentidão às 11h no Dia Mundial Sem Carro

 
UAI – Belo Horizonte: Dia Mundial Sem Carro coincide com manhã de trânsito ruim em Belo Horizonte

Paes e sua GT estalando de nova. Deve ter estreado hoje

Paes e sua GT estalando de nova. Deve ter estreado hoje

Em todo o Brasil, foi um festival de autoridades indo trabalhar de ônibus ou bicicleta. Vereadores de Fortaleza, o prefeito paulista Gilberto Kassab, o ministro das cidades, Márcio Fortes… todos unidos para fazer um mundo livre desse mal de quatro rodas. Andar de bicicleta uma vez por ano é legal, quero ver construir metrô, reduzir a bandalheira no trânsito, organizar essa máfia das linhas de ônibus. O melhor de todos, porém, foi o prefeito carioca Eduardo Paes. Ele marcou de encontrar com a imprensa durante a pedalada, mas foi até o lugar em uma bicicleta elétrica. Pouco antes de se encontrar com os repórteres, trocou por uma bicicleta normal, achando que ninguém tinha visto. Para azar dele, a TV Brasil flagrou a malandragem. Desmascarado, Paes afirmou que não tinha preparo físico para fazer a subida da Vista Chinesa, onde fica a residência oficial, e tinha apelado para o veículo motorizado, mas não poluente. Ele também disse que não voltaria para casa pedalando, já que sai tarde da prefeitura. Fanfarrão como sempre, disse que pretende repetir a experiência ao menos duas vezes por semana… uhun, eu acredito.

Preview da nova ferramenta do Google com os ônibus do Rio

Preview da nova ferramenta do Google com os ônibus do Rio

Enquanto isso, o governador de São Paulo, José Serra, voava em seu helicóptero e usava o carro como se nada estivesse acontecendo. Pelo menos não é hipócrita. Já o governador carioca, Sérgio Cabral, aproveitou a data para anunciar uma parceria com o Gooooogle no desenvolvimento de uma ferramenta que, baseada no Gooooooogle Maps, vai listar o itinerário de todos os ônibus da Região Metropolitada do Rio e auxiliar na hora de preparar um roteiro pela Cidade Maravilhosa. Em uma cidade como a do Rio, em que as linhas são desorganizadas, com muitos ônibus na Zona Sul e muito poucos nas zonas mais pobres, e onde o lobby das empresas, aliado a políticos com pouca vontade de enfrentá-lo, impede uma reorganização geral, a notícia não chega a empolgar. Ok, agora pelo menos poderemos ver a m… que é o sistema de ônibus da cidade e constatar que, para chegar do ponto A ao B, teremos que passar antes pelo X e Y, para que as empresas possam lucrar mais uns trocados no caminho.

Clique na imagem para assistir ao vídeo

Clique na imagem para assistir ao vídeo

Não costumo postar aqui as matérias que faço no jornal, mas dessa vez vale a pena. A reportagem especial que fiz com Emerson, o Sheik do Flamengo, mostra um verdadeiro brasileiro, que se emociona ao visitar os amigos e a casa onde passou a infância em Nova Iguaçu. Para quem possa ver nele um mercenário por aceitar voltar para o futebol árabe após apenas quatro meses no Flamengo, ou que ache falsidade o amor declarado dele pelo clube, vale a pena assistir a esse vídeo e conhecer melhor o craque e grande pessoa.

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Costa Mágica

Costa Mágica

Parece que a temporada sinistra de cruzeiros não vai acabar tão cedo. Dessa vez foi um incêndio em um navio da Costa Cruzeiros que saiu do Rio de Janeiro na última segunda-feira com 1,4 mil passageiros a bordo, entre eles mais de 300 brasileiros. O fogo atingiu o gerador do navio, obrigando-o a para na costa uruguaia, a uns 13 quilômetros de Punta del Este.

À tarde, a emissora argentina TN divulgou que a Marinha do Uruguai teria decidido evacuar o navio por precaução, mas até a noite isso não havia acontecido. As informações do Jornal Nacional dizem que o navio já estava sendo consertado e que eles deveriam chegar esta noite a Punta del Este.

Assessores da empresa Costa Cruzeiros, dona do navio, disseram à BBC Brasil que, os passageiros foram ‘imediatamente informados’ sobre a situação.
 
‘Os passageiros estão bem. Não houve problemas com eles. O barco não está encalhado, mas sim parado para que os técnicos resolvam a falha e ele possa seguir viagem.’ disse o funcionário da empresa.
 
O navio Costa Romântica deveria ter chegado à Argentina na manhã desta quinta-feira. A empresa disse que vai reembolsar os passageiros com um valor equivalente a dois dias de viagem.
 A produtora Gisele Carvalho Lopes, de 33 anos, contou ao Globo como estava a situação no navio:
– Quando abri a porta da cabine, vi muita fumaça e fogo. Ficamos a madrugada inteira sem notícias e sem comer. Os passageiros estavam em pânico… A hora foi passando e nada. Eu me senti em cárcere privado e me lembrei do Titanic: o navio estava afundando, enquanto músicos tocavam. O que eu quero é sair daqui. Sem água e os banheiros sujos, o mau cheiro está insuportável. A luz voltou, mas continuamos sem ar-condicionado e o calor está horrível
 
A Globo sobrevoou o navio. Assista a reportagem abaixo:
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.
 
Leia outras reportagens sobre a temporada de cruzeiros 2008/2009
Passageiros do navio acenam para o helicóptero

Passageiros do navio acenam para o helicóptero

‘Navio de cruzeiro encalha em rio do Canadá com 300 pessoas a bordo’

Quer dicas sobre como curtir um cruzeiro sem problemas, visite o post ‘Singrando os mares’

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Poligono da Maconha

Poligono da Maconha

A cidade de Itacuruba fica bem no meio do famoso Polígono da Maconha, uma área de quase 70 mil metros quadrados na divisa entre a Bahía e Pernambuco composto pelas cidades de Santa Maria da Boa Vista, Petrolina, Cabrobó, Orocó, Belém de São Francisco e Floresta. Lá, quem manda são os bandidos. Nesta semana a cidade apareceu no noticiário, mas não foi nas páginas de polícia por causa de algum assassinato, e sim nas de viagem. Pois é, Itacubira vai entrar na rota do turismo científico.

Três observatórios estão sendo instalados no município, sendo que um deles vai rastrear a aproximação de asteróides em rota de colizão com a terra. O local foi escolhido devido ao baixo índice pluviométrico e porque as cidades em volta têm menos de 30 mil habitantes, ou seja, menos poluição e luzes para atrapalhar a observação astronômica.

Um dos observatórios

Um dos observatórios

O prefeito Romero Magalhães está dando pulos de alegria com a entrada de Itacuruba no mapa turistico: ‘Acredito que vai haver um interesse natural de professores, estudantes universitários e até mesmo crianças em conhecer os observatórios’, disse ele. O problema que eu vejo aí é um só: como os turistas vão chegar a um lugar onde as estradas vivem desertas e os ônibus só andam em comboio e com escolta policial?

Ônibus escoltado

Ônibus escoltado

É isso mesmo, a cena é comum por lá. Os ônibus chegam mais cedo ao posto policial e esperam a fila formar. Os passageiros são aconselhados a permenecer dentro dos veículos. Na frente e atrás do comboio segue uma escolta de policiais com coletes à prova de balas e armados com fuzis e metralhadoras.

O clima de faroeste por lá gerou até uma situação inusitada durante a construção dos observatórios. Os responsáveis tiveram que explicar à população que as lentes do equipamento não eram canhões militares virados para eles.

O observatório municipal, o único que será aberto à visitação do público, está nos acabamentos e deve ser inaugurado ainda neste semestre.

Você visitaria um observatório no meio do Poligono da Maconha? Deixe o seu comentário.

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