São Paulo


Pois é… chegou a hora de dizer adeus a este blog aqui. Ele ficou pequeno para as minhas ideias mirabolantes. A vontade de ter uma área de vídeos, anúncios, incorporar isso, aquilo e organizar tudo de uma forma completamente diferente acabou me levando a sair do wordpress.com… e ir para o wordpress.org. Foram noites em claro quebrando a cabeça tentando desvendar aqueles códigos em html, php, css e sei lá o quê só para trocar a cor de uma simple fonte. Agora está tudo lá, e vocês podem conferir no meu novo domínio blogsemdestino.com. Alguns links ainda estão quebrados, algumas coisas ainda insistem em sair do lugar, mas isso é algo que ainda vai me levar um tempo até deixar 100%, e uma coisa que eu aprendi nesses meus anos de jornalismo é a “trocar o pneu com o carro andando”. Se ficarmos pensando muito, a ideia não sai do papel. Se tem algum post que voce gosta aqui, não se preocupe, ele já está lá… então, without further ado, visitem, aproveitem, leiam, comentem, critiquem (pero no mucho) e, principalmente, divirtam-se com o novo Sem Destino.

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O réveillon mal acabou e já vamos falar do carnaval… de São Paulo. Pois é, não é só Rio de Janeiro e Salvador que têm folia, não. A Terra da Garoa, além dos desfiles das escolas de samba, tem uma programação animada de blocos carnavalescos.

Confira a programação:

Banda Bantantã – 5 de fevereiro, sexta-feira

O bloco desfila pelo Butatã, na Zona Oeste, às 21h, mas a concentração começa bem mais cedo, às 16h, na esquina da Avenida Waldemar Ferreira com Rua Desembargador Armando Fairbanks.

A Banda Bantantã foi fundada em 1979 por funcionários da Universidade de São Paulo (USP) frequentadores dos bares da Avenida Waldemar Ferreira.

Percurso: Rua Desembargador Armando Fairbanks, Av. Vital Brasil, Rua Estevão Lopes, Rua Gaspar Moreira, Praça Monte Castelo, Rua Romão Gomes e Av. Lopes, Rua Gaspar Moreira, Praça Monte Castelo, Rua Romão Gomes e volta para a Av. Waldemar Ferreira. O bloco faz duas vezes o mesmo percurso.

Banda do Candinho – 10 de fevereiro, quarta-feira

O percurso passa pelas ruas da Bela Vista e do Bixiga, no Centro. A concentração começa às 17h, na esquina das ruas Santo Antônio e 13 de Maio, no Bixiga. O desfile deve começar por volta das 21h.

A Banda do Candinho foi fundada em 1981 e tinha como objetivo divulgar a festa pré-carnavalesca de São Paulo. Um dos destaques da banda é o show de mulatas.

Percurso: Rua Santo Antônio, Rua Martinho Prado, Rua Martins Fontes, Rua da Consolação, Rua Xavier de Toledo, Praça Ramos de Azevedo, Teatro Municipal, Rua Conselheiro Crispiniano, Largo do Paissandu, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República, Av. São Luiz, Viaduto 9 de Julho e Rua Santo Antônio até a esquina da Rua 13 de Maio.

Banda Grone´s – 07 de fevereiro, domingo

A concentração começa às 13h na Rua Dr. Saturnino Vilalba, na altura da Praça Lions, de onde o bloco parte, por volta das 16h, para o seu percurso pelas ruas do Tremembé, Zona Norte.

Chamado de Grêmio Cultural e Esportivo Grone’s, o bloco desfila há nove anos pelas ruas do Tremembé, mas durante todo o ano mistura futebol e samba em um casamento animado.

Percurso: Rua Dr. Saturnino Vilalba, Rua Mártires Armênios, Rua Georgi Michel Atlas, Rua Alcindo Bueno de Assis e Rua Lavinia Pacheco e Silva.

Banda Redonda – 08 de fevereiro, segunda-feira

Os foliões se concentram a partir das 19h no encontro das ruas Theodoro Baima e da Consolação com a Avenida Ipiranga. O desfile começa às 21h.

A Banda Redonda completa 31 anos de existência no início de 2010. foi fundada por atores e profissionais de teatro e cinema e costuma desfilar toda segunda-feira que antecede o carnaval.

Percurso: Rua Theodoro Baima, Rua da Consolação, Rua Xavier de Toledo, Praça Ramos de Azevedo, Teatro Municipal, Rua Conselheiro Crispiniano, Largo do Paissandu, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República e Rua Theodoro Baima.

Bloco Classe A – 06 de fevereiro, sábado

O desfile pelas ruas da Barra Funda, Centro, está marcado para as 15h, mas a concentração começa ao meio-dia em frente ao número 295 da Rua Souza Lima.

Fundado em 1979, o bloco Classe A nasceu nas proximidades da Praça Marechal Deodoro, na região central, em um terreno baldio onde os moradores jogavam bola. O Classe A nasceu como time, mas como os jogadores gostavam de samba, resolveram criar o bloco carnavalesco.

Percurso: Rua Souza Lima, Rua Barra Funda, Alameda Eduardo Prado, Praça Marechal Deodoro, Rua General Olímpio da Silveira, Rua Mário de Andrade, Rua Lopes Chaves, Rua Camaragibe, Rua João de Barros, Rua Brigadeiro Galvão, Rua Conselheiro Brotero, Rua Barra Funda e Rua Souza Lima.

Bloco da Ressaca – 06 de fevereiro – sábado

O bloco desfila pelas ruas do Cambuci, entre a região central e a Zona Sul. A saída está marcada para as 16h30m, e a concentração, no Largo do cambuci, para as 14h.

O Bloco da Ressaca foi criado em 1984 por um grupo de amigos que costumavam frequentar um tradicional restaurante do bairro. Desde então, o bloco sai no sábado que antecede o carnaval e leva fantasias feitas pelos próprios participantes. Em 2010, a organização espera reunir uma banda com 40 metais e uma bateria com 50 percussionistas.

Percurso: Largo do Cambuci, Rua Luiz Gama, Rua Cesário Ramalho, Rua dos Alpes, Rua Gerônimo de Albuquerque, Rua Barão de Jaguará, Rua Silveira da Motta, Rua Justo Azambuja e Rua Lavapés até o Largo do Cambuci.

Banda do Trem Elétrico – 12 de fevereiro, sexta-feira

O bloco da Banda do Trem elétrico vai desfilar a partir das 21h pelo bairro da Consolação, no Centro. A concentração será às 19h na Rua Augusta com a Rua Luiz Coelho, próximo à estação Consolação do Metrô.

A banda foi fundada em 1981 por metroviários que costumavam se reunir na área de lazer do pátio do estacionamento do metrô Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo. Com a chegada de mais funcionários, amigos e simpatizantes da banda, a agremiação carnavalesca cresceu e passou a desfilar pelo centro de São Paulo. Após o desfile, os participantes pegam um ônibus fretado e vão continuar a festa na Quadra dos Metroviários, no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.

Percurso: Rua Augusta, Rua Martins Fontes, Rua Xavier de Toledo e Praça Ramos de Azevedo.

Bloco Umes Caras Pintadas – 11 de fevereiro – quinta-feira

É o bloco oficial da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES SP). O desfile percorre algumas ruas dos bairros da Bela Vista e do Bixiga, na região central de São Paulo. Em 2010, o desfile começará às 19h da quinta-feira, dia 11 de fevereiro. A concentração será às 17h, no número 323 da Rua Rui Barbosa.

O bloco foi fundado em 1994 pela diretoria de cultura da entidade. O desfile pelas ruas do Centro de São Paulo tem como objetivo manter a tradição do carnaval entre os estudantes paulistanos.

Percurso: Rui Barbosa, Rua Santo Antônio, Rua 13 de Maio, Viaduto Armandinho do Bixiga e Rui Barbosa.

com informações do G1

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Só quando cruzo a Ipiranga com a Avenida São João...

Quando você pensa em turismo no Brasil, que cidades lhes vêm a mente? Rio, Salvador, Recife, Florianópolis. Esqueçam todas elas e tentem adivinhar qual foi eleita a melhor capital para os turistas em pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do Ministério do Turismo… São Paulo, a Terra da Garoa. Entre as cidades que não são capitais, Foz do Iguaçu ficou em primeiro e Ouro Preto em segundo.

Agora, vamos ver quais foram os critérios utilizados… a melhor aqui veio no sentido de mais bem estruturada. Realmente para quem gosta de um bom albergue, isso não é lá muito verdadeiro, pois só existem uns oito em toda a metrópole, mas a pesquisa avaliou 65 municípios em 13 aspectos, atribuindo notas de 0 a 100 a cada item. As cidades foram divididas em grupos de 27 (26 capitais e o Distrito Federal) e 38 (não capitais) e classificadas só dentro do próprio conjunto.

Os quesitos analisados foram economia local, capacidade empresarial, acesso (rodovias, ferrovias, aeroportos e transporte local) e serviços e equipamentos turísticos, que inclui sinalização turística, centro de atendimento ao turista, espaços para eventos, capacidade dos meios de hospedagem, dos restaurantes e do turismo receptivo e estrutura de qualificação para o turismo. Cada cidade foi visitada por pesquisadores da FGV durante cinco dias, entre julho e setembro de 2008.

O Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas de 2016 e principal porta de entrada dos turistas no Brasil, só ficou em primeiro lugar no quesito ‘atrativos turísticos’, o que demonstra que muita coisa ainda precisa melhorar até lá.

Confira abaixo as melhores cidades em cada quesito:

Infraestrutura geral
.
Capital – Florianópolis
Não capital – Bento Gonçalves
Acesso
.
Capital – São Paulo
Não capital – Foz do Iguaçu
Serviços e equipamentos turísticos
.
Capital – São Paulo
Não capital – Foz do Iguaçu
Atrativos turísticos
.
Capital – Rio de Janeiro
Não capital – Ouro Preto
Marketing e promoção do destino
.
Capital – Belo Horizonte
Não capital – Foz do Iguaçu
Políticas públicas
.
Capital – Recife
Não capital – Porto Seguro
Cooperação regional
.
Capital – Natal
Não capital – Maraú
Monitoramento
.
Capital – Belo Horizonte
Não capital – Balneário Camboriú
Economia local
.
Capital – São Paulo
Não capital – Gramado
Capacidade empresarial
.
Capital – São Paulo
Não capital – Foz do Iguaçu
Aspectos sociais
.
Capital – Curitiba
Não capital – Ouro Preto
Aspectos ambientais
.
Capital – Curitiba
Não capital – Foz do Iguaçu
Aspectos culturais
.
Capital – Salvador
Não capital – Ouro Preto
a quarta morte da temporada

CVC Soberano: a quarta morte da temporada

Alguém pode me explicar o que está havendo com os cruzeiros esse ano? A morte do estudante e empresário Diego Mendes Oliveira, de 27 anos, ocorrida na madrugada deste sábado no navio Soberano, fretado pela CVC, já é a quarta  da temporada, isso sem falar nos casos de pessoas ficando doentes a bordo e de tíquetes falsificados. Antes de falarmos sobre mais essa morte, vamos relembrar os casos desta temporada negra.

Isabella Baracat

Isabella Baracat

Tudo começou com a morte da estudante de direito Isabella Baracat Negrato no Cruzeiro Universitário do MSC Opera, no dia 20 de dezembro. Me guiando pelos comentários aqui no blog, foi uma fatalidade, um caso isolado e tal.  Mas, um pouco depois, no dia 5 de janeiro,  Aline Mion Almeida, de 32 anos, morreu a bordo do MSC Sinfonia quando este se aproximava de Recife. A jovem, que era portadora de distrofia muscular degenerativa e usava cadeira de rodas para se locomover, viajava na companhia dos pais e de uma enfermeira. Como a morte ocorreu a bordo, a Polícia Federal está tomando conta do caso.

‘Inicialmente, em função dos depoimentos preliminares já tomados e do histórico de saúde da vítima, estamos trabalhando com a possibilidade de morte natural’, disse Giovani Santoro, assessor da PF. Segundo os tripulantes, os pais de Aline teriam afirmado que ela tinha sentido muitas dores na noite anterior a sua morte. A jovem chegou a ser atendida pelos médicos, mas já estava morta.

A bruxa realmente estava solta nos navios da empresa italiana e, no dia 09 de janeiro, a gaúcha Clony Resende, de 74 anos, morreu a bordo do MSC Música. A assessoria de imprensa da empresa disse que ela teve uma parada cardíaca. Mais uma vez, uma fatalidade. Uma senhora de idade avançada que talvez já sofresse de problemas de saúde e acabou por morrer no cruzeiro, como poderia ter morrido no meio da rua.

MSC Música

MSC Música

Só os casos de Isabella, Aline e Clony, mesmo sem que a MSC Cruzeiros tivesse culpa, já seriam uma senhora mancha na reputação da empresa. Mas não parou por aí. No dia anterior, 08 de janeiro, um surto de gastroenterite havia atacado 400 dos 2700 passageiros do MSC Sinfonia. E este pode não ter sido o primeiro caso: cerca de 50 passageiros que estiveram no mesmo navio durante um cruzeiro realizado entre os dias 4 e 12 de dezembro, no trajeto Ilhabela-Punta Del Leste (Uruguai), afirmaram que muitas pessoas também passaram mal durante a viagem.

MSC Sinfonia

MSC Sinfonia

Desta vez, no cruzeiro que saiu do Rio no dia 2 de janeiro, os passageiros começaram a passar mal no porto de Recife. O problema aumentou em Maceió e o navio teve que ficar mais de um dia em Salvador para os atendimentos médicos e para ser inspecionado pela Anvisa.  No dia 16, a Anvisa divulgou um laudo isentando a MSC de qualquer culpa, dizendo que o problema foi causado por um Norovírus, que tem os mesmos sintomas da gripe (saiba mais sobre o vírus e porque é comum sua incidência em navios de cruzeiro). O estrago, porém, já estava feito.

Embarque do MSC Sinfonia

Embarque do MSC Sinfonia

Para completar a maré de azar da empresa, 96 pessoas que iam embarcar para uma viagem no mesmo MSC Sinfonia para a argentina no dia 10 de janeiro descobriram, ao tentar embarcar, que os bilhetes que haviam comprado por R$ 5 mil eram clonados e que seus nomes nem contavam na lista de passageiros. 20 pessoas registraram queixa por estelionato na 12 DP (Copacabana) contra a agência de viagens Porto Rio, que havia vendido as passagens (detalhe, no site da emprea está escrito: ‘turismo com confiança e credibilidade’). Em nota (a assessoria de imprensa deles deve estar trabalhando bastante), a MSC informou que teve os tíquetes de 25 cabines falsificados.

E então chegamos ao caso do estudante e empresário Diego Oliveira, 27 anos, morador de Santo André, que embarcou no dia 10 de janeiro para um cruzeiro de sete dias pelas praias do Nordeste no navio Soberano, fretado pela CVC. Diego começou a passar mal na quinta-feira, dia 16, com sintômas de febre, vômitos e diarréia, e foi atendido por médicos na cabine. O rapaz melhorou, comeu, mas no dia seguinte começou tudo de novo, desta vez reclamando também de dores nas pernas. Ele foi removido para o centro médico do navio, onde veio a falecer.

[atualização: ‘Mais uma morte em navio de cruzeiro. Já é a quinta da temporada’]

Informações do Estadão:

Segundo informou neste sábado o delegado Moyses Eduardo Ferreira, da Polícia Federal, todos os procedimentos médicos foram tomados no interior do navio para salvar o passageiro. “Dentro da embarcação não houve queixas de mal-estar generalizado, o que caracterizaria uma intoxicação”, disse, lembrando que deve-se levar em conta o que o empresário teria ingerido durante as paradas do navio.

Alguns companheiros de viagem de Diego informaram que o grupo teria consumido ostras em Salvador, mas que somente ele passou mal. De acordo com o delegado Moyses, não se pode generalizar “que está havendo um cruzeiro de mortes”, em razão dos quatro óbitos, porque esses navios carregam um universo de 4 a 5 mil pessoas, das idades mais variadas e em diversas situações.

O delegado defendeu muito bem as empresas de serem crucificadas, até porque, talvez nem tenha sido culpa delas, mas que é muito estranho é. Também não sei se está havendo ‘um cruzeiro de mortes’, mas o fato é que já foram quatro, fora os inúmeros problemas. Eu não lembro de já ter havido uma temporada tão ‘agitada’ assim.

O Fantástico fez uma matéria com jovens consumindo drogas no último cruzeiro ‘Vibe on board’… assista ao vídeo e comente no post ‘Fantástico filma venda de drogas em cruzeiro de música eletrônica’

E você, acha que está havendo um ‘cruzeiro de mortes’ ou os casos foram fatalidades? As empresas teriam culpa nesses casos? Clique aqui e deixe o seu comentário.

Quer dicas sobre como curtir um cruzeiro sem problemas, visite o post ‘Singrando os mares’

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Beach Park - Fortaleza, CEO Brasil é rico em praias, rios e lagoas onde podemos curtir um sol e nos refrescar na água sem ter que pagar nada por isso. Então por que alguém vai se enfurnar em um parque aquático tendo que gastar um dinheirão de entrada? Ora, porque é divertido…

A ideia (sem acento por causa do acordo ortográfico. O word fica querendo me corrigir… idiota) não pegou no Rio de Janeiro, onde o Wet ´n´ Wild e um outro, que eu já até esqueci o nome, fecharam as portas. Realmente, por mais divertido que seja, carioca gosta mesmo é de praia.

Pensando aqui, lembrei que em São Paulo tinha o ‘Waves’, que eu fui e era bem fraquinho, que também encerrou suas atividades.

Selecionei aqui alguns dos melhores do Brasil para vocês. Para saber sobre os parques aquáticos da Disney, visite o meu post ‘O mundo encantado de Walt Disney’.

Hot Park - GO

Hot Park - GO

Águas Quentes Hot Park – GO
Vou começar pelo que eu conheço, o Águas Quentes Hot Park, em Caldas Novas, Goiás. Estive lá há uns três anos para tocar no festival de verão deles. Acho que o pessoal de lá não curtiu muito escutar o meu house, mas eu adorei colocar um som à beira de uma piscina gigante debaixo do sol do cerrado.

O lugar é enorme, com seis hotéis e algumas pousadas em volta do parque. O legal é que você nem precisa sair do aconchego do lugar onde está hospedado para curtir as piscinas aquecidas naturalmente. Cada hotel da região conta com o seu próprio complexo aquático, com a água variando de temperatura conforme a piscina que você escolhe. Um detalhe aqui… se você gosta de banho frio, esqueça. Até a água da privada é aquecida.

DJ Pedro Serra @ Hot Park

DJ Pedro Serra @ Hot Park

No parque em si, rio artificial, piscina de ondas, área para crianças e diversos tobogãs e piscinas. Se você quiser tomar um choppinho ou comer alguma coisa, não precisa nem sair da água: os garçons levam tudo para você. Confesso que fiquei enrugado o fim de semana inteiro.

Infos –
Endereço
: Rio Quente Resorts, Fazenda Água Quente s/n, Rio Quente, GO
Preços: Adulto, R$52,90. Infantil (até 11 anos) R$36,90
Horário: das 9h30 às 17h
Site:www.rioquenteresorts.com.br

Águas Quentes - RJ

Águas Quentes - RJ

Águas Quentes Resort – RJ
No Rio há um resort homônimo ao de Goiás. O Águas Quentes daqui tem 160 mil m2 e pode receber até sete mil pessoas por dia (Deus me livre de pegar um dia com essa quantidade de gente). O parque fica em Dorândia (onde???), a umas duas horas da capital.

Tal qual o seu xará do Centro-Oeste, tem tobogãs, piscinas e afins, e você pode pedir seus petiscos sem sair da piscina.  A principal atração do local é o tal do Kilimanjaro, um toboágua de 50 metros de altura – mais ou menos um prédio de 13 andares. A descida (ou queda) dura apenas 5 segundos e, se você tiver ficado uma hora na fila, decepciona.

Infos –

Endereço: BR 393, KM 270, Dorândia, Barra do Piraí, RJ
Preços: Visitantes não-associados ao parque R$ 55,00
Horário: aberto de terça a domingo, das 9h às 18h
Site: www.aguasquentes.com.br

Wet ´n´Wild - SP

Wet ´n´Wild - SP

Wet ‘n’ Wild – SP
O Wet ´n´Wild pode não ter dado certo no Rio, mas em São Paulo ele vai bem, obrigado. Só em 2007 foram mais de 350 mil visitantes, o recorde dos seus dez anos de funcionamento. O parque fica a apenas 30 minutos de São Paulo e 15 de Campinas, e tem apenas 12 atrações, divididas pelo grau de emoção que você quer ter.

Endereço: Rodovia dos Bandeirantes, km 72, Itupeva, São Paulo.
Preços: de R$ R$ 36,50 a R$ 65 por pessoa. Além dos ingressos individuais, o parque também dispõe de um passe que garante ao seu portador a entrada quantas vezes quiser durante a temporada, exceto em shows e nos 4 dias de carnaval. Estacionamento: R$ 5 (motos) e R$ 12 (carros).
Horário: em dezembro o parque funciona de terça a sexta das 10h às 17h e aos sábados e domingos das 10h às 18h. No mês de janeiro: aberto todos os dias das 10 às 18h
Site: www.wetnwild.com.br

Rainbow Falls - SP

Rainbow Falls - SP

Rainbow Falls – SP
Também em São Paulo, a 45 km da capital, em Ribeirão Pires, fica o Rainbow Falls. Além das atrações deste tipo de parque, há um campo de futebol, quadra poliesportiva, local para churrasco e trilhas ecológicas.

O parque não conta com local de hospedagem próximo e eles às vezes alugam o parque inteiro para festas e eventos, então é bom dar uma ligadinha para lá antes de ir para ver se eles estão abertos ao público.

Infos –

Endereço: Estrada da Varginha, 900 – Ouro Fino Paulista, Ribeirão Pires – São Paulo.
Preços: O ingresso custa R$ 18 (crianças até 4 anos não pagam quando acompanhadas de um adulto pagante). O restaurante serve comida por quilo (R$ 16 o kg). O estacionamento é gratuito.
Horário: sábados, domingos e feriados das 9h30 às 17h
Site: http://www.rainbowfalls.com.br

Agora vamos a alguns parques aquáticos que ficam próximos a praias, para mostrar que isso realmente pode dar certo e que no caso do Rio foi por causa da cultura carioca.

Beach Park - CE

Beach Park - CE

Beach Park – CE
A 15 km de Fortaleza, em Porto de Dunas, fica o Beach Park. São 35 mil m2, oito áreas temáticas e 78 brinquedos, entre tobogãs, piscinas, chafarizes e um ‘balde’ que a cada hora provoca uma enxurrada de 1,8 mil litros de água. A principal atração de lá é o Insano, um toboágua onde você chega a velocidades de até 104km/h (mais um daqueles brinquedos onde você fica horas na fila e desce em 5 segundos).

Como fazem os parques americanos, o pessoal do Beach Park criou personagens, como o Zé Patola, um  caranguejo descolado; Lola, uma lagosta paquerada por todos; e o trio de pinguins (word idiota… tenho que brigar com ele para escrever sem o trema) – Hugo, Beto e Raul (qualquer semelhança com a Disney não deve ser mera coincidência).

Infos:
Endereço
: Rua Porto das Dunas, 2734, Aquiraz, CE
Preços: Adulto- R$ 80. Infantil: R$ 70
Horário: Alta estação: aberto todos os dias, das 9h30 às 17h30. Baixa Estação: usualmente aberto de sexta à terça, 9h30 às 17h30
Site:www.beachpark.com.br

Aquamania - ES

Aquamania - ES

Aquamania – ES
Se você está curtindo o verão na bela praia de Guarapari, com toda a agitação da cidade e tal, dificilmente vai pensar em visitar um parque aquático. Mesmo assim, aí vão as informações. O Aquamania tem tudo aquilo que os outros parques tem e oferece programas de ecoturismo e esportes de aventura. Como os outros, há uma atração de nome ameaçador, onde você enfrenta a fila e desce em cinco segundos. Lá o nome do troço é Kamikase. Há também um hotel dentro do parque.

Infos:
Endereço
: Rodovia do Sol – km 32 / BR 101 – km 319, no distrito de Amarelos, município de Guarapari, Espírito Santo. Rua Cabo Aylson Simões, 490, Centro, Vila Velha.
Preços: ingressos individuais de R$ 19 a R$ 25 (grupos acima de 20 pessoas podem fazer reserva antecipada e ganhar desconto no valor). O pagamento só pode ser feito em dinheiro ou cheque.
Horário: sábados, domingos e feriados das 9h30 às 16h (o parque fica fechado no mês de junho).
Site: http://www.acquamania.com.br

Veneza - PE

Veneza - PE

Veneza Water Park – PE
Na praia de Maria Farinha, em Pernambuco, a 20km de Recife, fica o Veneza Water Park. Confesso que nesse eu fui, mas aí é diferente. Eu tenho família na cidade e ia para lá todo ano. Em uma dessas vezes, resolvi visitar o parque porque já conhecia todas as praias da região e tal. Devo dizer que me diverti muito e que valeu a pena.

O parque tem 90 mil metros quadrados e 10 milhões de litros d´água espalhados por piscinas de todos os tipos. Aqui também há um Kamikase, com 25 metros de altura e velocidades de até 80 km2. De resto, tudo que um bom parque aquático tem a oferecer.

Infos –
Endereço: Av. Cláudio Gueiros Leite nº 10.050 – Praia de Maria Farinha,  Paulista – Pernambuco
Tel/Fax : (81) 3436-6363
Horário de Funcionamento : 09:00 às 17:00 horas.
Site:   www.venezawaterpark.com.br

Eco Park - BA

Eco Park - BA

Eco Park – BA
Em frente à praia do Mucugê, em Arraial d´Ajuda, fica o Eco Park. Piscinas, brinquedos, arvorismo, escalada e etc. fazem parte das atrações. Os equipamentos aqui são da mesma empresa que fornece para a Disney, o que garante uma certa qualidade.

Infos
Endereço
: Estrada da Balsa, Km 4,5 – Arraial D’Ajuda, Porto Seguro – BA
Preços: de R$ 25 a R$ 49. Deficientes físicos não pagam entrada. O pagamento pode ser feito em real (R$), dólar (U$) e euro (E$). O parque aceita os seguintes cartões de credito: Visa, Mastercard, Diners e Rede Shop. Estacionamento gratuito com capacidade para 200 veículos.
Horário: das 10h às 17h, de acordo com o calendário de funcionamento, sujeito a alterações.
Telefone: (73) 3575-8600
Site: http://www.arraialecoparque.com.br

Cascanéia -SC

Cascanéia -SC

Cascanéia – SC
Santa Catarina também tem os seus parques. Um deles é o Cascanéia, localizado em Gaspar, a 116kms de Florianópolis. A infra-estrutura lá parece ser menor, mas eles estão fazendo obras e aumentando o parque.

Infos:
Endereço: José Patrocínio dos Santos, 2355, Bairro Belchior, Gaspar, SC
Preços: Diária do hotel a partir de R$ 200,00 o casal com café e jantar. Ingresso ao parque a partir de R$ 16,00 por pessoa
Horário: Do dia 27/10/07 a março de 2008 aberto todos os dias das 9h às 19h. Nos meses de abril e maio de 2008, apenas em feriados e finais de semana. De junho a setembro, consultar
Site:http://www.cascaneia.com.br

Cascata Carolina - SC

Cascata Carolina - SC

Cascata Carolina – SC
O outro da região é o Cascata Carolina, que também fica em Gaspar. O parque é uma estância hidromineral com 40 mil m2, toboáguas, piscinas e todas essas coisas, além de uma trilha ecológica que você pode fazer acompanhado por um biólogo.

Infos:
Endereço: Estrada Carolina, 600 – Gaspar
Funcionamento:
Diariamente das 9:00 às 19:00 horas (Horário de Verão)
Diariamente das 9:00 às 18:00 horas (Horário Normal)

Aguamania – Foz do Iguaçu – PR
Pois é… após todos os parques ao lado de praias, vamos a um que fica ao lado de uma cachoeira. E não é qualquer cachoeira, são as cataradas do Iguaçu. O parque tem apenas 20 mil m2, mas conta com toboáguas, piscinas e afins. O local só abre entre outubro e março (também, no resto do ano deve estar um frio de dar dó).

Infos:
Endereço: Av.das Cataratas, km 6.5
Telefone: (45)3529-8272
Funcionamento: Outubro a Março de Quarta a Domingo. De Quarta a Sexta feira das 10:00 as 17:30 Horas Sábados, Domingos e Feriados das 10:00 as 19:30 Horas

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Isabella Baracat

Isabella Baracat

O que acontece quando você junta mais de 2 mil jovens universitários, muita bebida, drogas, shows de axé, pagode, forró e trance e joga tudo dentro de um navio?  Bom… coisa boa é que não pode sair daí. Pois no último fim de semana, durante a quarta edição do Cruzeiro Universitário, no navio MSC Opera, o resultado foi a morte de uma bela menina de 20 anos.

Leia também: ‘Quatro mortes e muitos problemas na temporada de cruzeiros 2008/2009’

Segundo a polícia, a estudante de direito Isabella Baracat Negrato morreu asfixiada pelo próprio vômito em sua cabine. A menina já havia passado pelo centro médico do navio, onde se encontavam diversos outros jovens que beberam demais.

Leia também: ‘Fantástico flagra venda de drogas em cruzeiro de música eletrônica’

Os tripulantes do MSC Opera falaram que a festa foi a visão do inferno, e que os passageiros destruiram tudo.

A tripulante Giovana Prícoli classificou a  viagem como uma vergonha: Despejaram malas de outros passageiros no mar, urinaram e fizeram cocô em malas, cabines, camas, corredores. Houve inúmeras brigas

Ela disse também que “o navio atracou  em Santos, por volta das 17h30m, sem fazer os procedimentos comuns de check out.  Simplesmente desovaram os vândalos para fora do navio. Muitos saíram descalços, sem camisa, bêbados, drogados (dos quais muitos ainda estavam no centro médico do navio).”

Leandro Rezende, outro tripulante, publicou um comentário de dentro do cruzeiro em que morreu Isabella, comemorando porque até aquele momento os passageiros só tinham arrancado algumas partes das áreas comuns do navio. Para ele, cruzeiro universitário deveria se chamar inferno no mar: ” Por enquanto, eles só arrancaram um corrimão e vomitaram na mesa do bufê. E eu limpei. Argh. Estão gritando feito loucos, sujando as mesas como se estivessem comendo fora do prato, enchendo a cara, etc.”

O resultado da festa foi a morte da menina e a decisão da MSC de não fazer mais cruzeiros universitários.

Dê uma olhada no vídeo de um dos shows no navio. Aqui, o pessoal ainda parece comportado:

Passeando pelas comunidades do pessoal que trabalha nos navios, ou apenas curte fazer cruzeiro, vi diversas pessoas contando outras coisas que aconteceram, como mijar na maquina de gelo e jogar cadeiras na piscina.  Outro membro da comunidade do MSC Opera no Orkut, que embarcou logo depois do cruzeiro universitário do ano passado, afirma que encontrou bolinhos grudados no teto, pacotes de camisinhas jogados no chão, espelhos quebrados, cabines sem tvs que foram jogadas no mar, etc.

O que eu tenho a dizer sobre isso? Nem eu sei… fazer merda faz parte da vida do jovem., eu mesmo já fiz muita. Mas realmente nunca vi algo assim. Vandalizar um navio só pelo prazer de ver tudo quebrado? Beber até cair, achando que isso é diversão?  Separei alguns videos de cruzeiros universitários para vocês terem uma noção de como é:

Mulher ‘ataca’ membro da tripulação

Galera muito louca

Essa estava dando uma de Cicarelli na piscina…

… até que a tripulação resolveu acabar com a farra

Esse bebeu até cair ainda no primeiro dia de viagem

Bom, essas foram as dicas do que NÃO se fazer em uma viagem de navio. Se você quiser dicas de como se comportar, o que fazer, o que levar, etc, lei o meu post ‘Singrando os mares’

E você, o que acha disso tudo? Já presenciou algo assim em um cruzeiro? Comente aqui

Com informações do Extra Online

backpacking in EuropeMochilar pode parecer tão simples quanto colocar uma mochila nas costas, pegar um avião, ônibus ou trem e ir… e realmente é, basta ter um dinheirinho no bolso e a vontade de aventurar-se. Como disse o fundador da Lonely Planet, Tony Wheeler, na introdução do seu primeiro guia de viagens, Across Ásia on the Cheap, “tudo o que você tem a fazer é decidir ir, e a parte mais difícil já está resolvida. Então vá!”.

Quando fiz a minha primeira viagem de mochilão pela Europa (foto), há quatro anos, fiquei dias lendo sites de dicas na internet, planejando roteiros, reservando albergues, vendo os dias grátis de museus. Pois bem, foi só eu chegar a Madrid que tudo foi esquecido e eu passei a viver um dia de cada vez: mudei os albergues, estiquei a minha estada em Amsterdam, diminui o tempo em Paris, visitei menos museus e passei mais tempo com os locais. Hoje, quando olho para trás, vejo que deixei de visitar diversos lugares que gostaria simplesmente por desorganização, mas sei também que, caso tivesse seguido todo o roteiro que preparei, minha viagem teria sido um saco, como aquelas excursões da CVC organizadas para velhinhos.

Lonely PlanetA minha sugestão então é, leia as dicas, mas não se prenda muito nisso. Elas serão muito úteis, mas cada um vai selecionar aquelas que têm mais a ver com o seu estilo de viagem. Eu vou começar pela mais básica de todas: compre um guia de viagens. Na minha humilde opinião, os da Lonely Planet são os melhores, mas os da Frommers também são muito bons, apenas não tão voltados para os mochileiros. Nestes guias você vai encontrar mapas, dicas de albergues, restaurantes, museus, boates e atrações, além de diversas referências históricas do lugar. Nesta minha viagem pela Europa, devo confessar que abri o guia poucas vezes, já que acabava pedindo as dicas dos locais e outros viajantes, mas sempre que precisei da sua ajuda, ele estava lá. Para ajudar na sua escolha, leia o post “Com que guia de viagem eu vou” aqui no Sem Destino.

Quanto ao destino, devo dizer que não sou muito a favor de conhecer diversos lugares em uma única viagem. Fiquei dois meses e meio na Europa, poderia ter conhecido sei lá quantas cidades, mas não troco por nada os meus dias relaxados na praia em Barcelona com os amigos que fiz por lá. Ainda me correspondo com eles e duas amigas minhas da Eslovênia já vieram me visitar. Acho difícil você criar este tipo de amizade se está pulando de um lugar para outro, além de não conhecer realmente a cidade e gastar muito tempo em ônibus, trem ou avião.

Locomoção – Definido o destino, é hora de pensar em meio de transporte. Para se deslocar dentro da Europa, uma das opções são as companhias aéreas low cost. Entre no site flylowcostairlines.org ou Skyscanner.net e pesquise os melhores preços. Talvez você até troque sua ida à Roma por uma viagem à Moscou por causa de uma promoção. Para dar uma idéia, meu irmão acaba de comprar para o ano que vem uma passagem Amsterdam / Berlim / Budapeste / Florença / Amsterdam por 250 Euros… em alta temporada. Uma passagem Amsterdam / Praga / Amsterdam está saindo por 100 Euros. Para vôos dentro dos EUA, tente o site da e.dreams e muitos outros, pesquise. Quando estiver organizando o itinerário dos vôos, aproveite para dar uma passadinha no site Frekfly, que oferece informações práticas sobre os aeroportos. Basta você colocar o aeroporto de saída e de chegada para saber o clima, a moeda local (e a taxa de conversão entre a moeda dos dois países), onde comer e se hospedar nas proximidades, além de fotos, depoimentos dos visitantes e a localização no GoooooogleMaps.

train stationOutra opção é fazer toda a viagem de trem, o que pode ser até parecer mais caro, mais demorado, mas nem sempre é. Confesso que gosto muito de viajar de trem – você pode ver os lugares por onde passa e conhece pessoas a bordo. O lado ruim é que as viagens podem levar algum tempo. De Madrid até Amsterdam, por exemplo, foi quase um dia inteiro. Para este tipo de viagem, você pode escolher um passe que cubra três países, quatro ou cindo países (que têm que ser fronteiriços) e uma combinação de dias e número de viagens. Os preços começam em 207 Euros para jovens abaixo de 25 anos, 270 Euros para adultos em grupos e 315 Euros para adultos sozinhos. Entre no site da Eurail e veja as possibilidades. E aqui vai uma pequena advertência, o Eurail não pode ser comprado na Europa. Você tem que comprá-lo antes de sair do Brasil. Nos Estados Unidos os trens também são uma excelente opção. Se você está em, digamos, Nova York, e quiser ir para Washington vai gastar uns US$130,00 em um dos trens da Amtrak.

Mas e aí, qual deles é melhor? Depende, as passagens de avião podem ser mais baratas, mas geralmente os vôos são para aeroportos longe da cidade, você gasta um tempão com check-in e tal e acaba, dependendo do vôo, se tem conexões, se desgastando muito mais. Lembre-se que em uma viagem de trem noturna você estará dormindo em uma cabine, descansado, além de economizar o dinheiro do albergue. Bom, há os ônibus também, bem mais baratos que os trens, porém mais lentos e menos confortáveis.

tramJá que estamos falando de locomoção nesta parte, vamos esgotar logo o assunto antes de passarmos para o próximo tópico. Quando você estiver dentro de uma cidade, nada de táxi. A maioria das cidades européias e americanas tem um excelente sistema de metrôs e ônibus, então por que você vai gastar o seu rico dinheirinho com essa bobagem? Apenas preste atenção na forma de pagamento. Em algumas cidades, não há roletas no metrô ou nos ônibus, ninguém te cobra nada, mas você tem que pagar mesmo assim, porque se o fiscal te pega sem o bilhete na mão, a multa é pesada. E não adianta falar com cara de bobo e sotaque de brasileiro que você não sabia… desconhecer as leis não é desculpa para não cumprí-las. Se não for muito – e eu me refiro aí a mais de 20 quarteirões – vá a pé. Não há melhor maneira de se conhecer uma cidade do que andando.

london undergroundPara ajudar na sua locomoção, pegue um dos muitos mapas disponíveis nos albergues, estações de metrô e guichês de informações ao turista (sim, eles têm isso por lá). Geralmente no começo parece impossível decifrar o mapa do metrô de Paris ou Londres, ou mesmo saber onde você está, mas depois que você aprende o macete da triangulação de ruas, fica tudo mais fácil.

A mochila – lembre-se que a sua mochila, para o bem ou para o mal, será a sua companheira inseparável de viagem. Nela você terá tudo o que precisa, mas qualquer coisa supérflua que colocar lá dentro vai acarretar em um peso extra que, após um dia inteiro de viagem, em um metrô lotado em Nova York, podem realmente te deixar estressado, ou pior, com uma baita dor nas costas.

Uma mochila de 75 litros é mais do que suficiente. Leve também uma outra, pequena, para usar no dia-a-dia. Quando for comprar a mochila, teste ela nas suas costas e veja se encaixa direito. Não é uma boa idéia levar nada de muito valor, já que você vai se hospedar em albergues e, por mais que nesses lugares eles disponibilizem um pequeno armário, nada garante que ele vai estar intacto quando você voltar do seu passeio até o Louvre. Já o dinheiro, os cartões e os documentos devem ficar o tempo todo com você, em uma daquelas pochetes que ficam junto ao corpo. Nada de deixar na mochila.

Vamos a uma pequena lista do que levar:

Despertador – porque você vai precisar acordar para horários de avião ou trens, ou para não perder o café da manhã do albergue, ou mesmo no trem, para não perder a estação.

Lençóis – alguns albergues cobram extra por eles ou, dependendo em que mafuá você for se enfiar, eles podem estar sujos, sei lá. Muitas pessoas recomendam levar, eu não levei e não tive problemas.

Lanterna – você vai entrar no quarto escuro, vindo de alguma boite, e não vai querer acender a luz e acordar seus companheiros de quarto, né?

Higiene – não preciso nem falar em escova e pasta de dentes. Lembre-se também que albergues não são hotéis e não terão shampoo e sabonetes esperando por vocês. Levem seus artigos de higiene básico. Leve também os medicamentos básicos que toma para problemas simples. Você não vai conseguir explicar o que é uma aspirina em Moscou, ou que precisa de um antiácido em Praga.

Garfo, faca, colher – para você comprar uma comida na rua e comer no albergue, ou fazer um piquenique no parque.

Caderno
– para escrever o telefone e email dos amigos que fizer, além de dicas de lugares para ir e qualquer outra coisa que você achar interessante.

Cadeado – para trancar as malas e fechar os armários nos albergues.

Documentos – não preciso dizer passagens, passaporte, eurail, reservas de albergues impressas. É bom tirar também a carteirinha de estudante internacional, não só pelos descontos, mas porque alguns albergues a exigem. Verifique também a exigência de vacinação em alguns países. Com esse surto de febre amarela, é capaz de mais países exigirem isso.

Eletrônicos – máquina fotográfica e MP3 player. Se o seu cartão de memória ficar cheio, há muitos lugares onde você pode passar tudo para CD. Mas não esqueça de pedir para checar o CD antes de sair, pois foi exatamente assim que eu perdi quase todas as minhas fotos da Europa.

mapLivros – Guia de viagem e, se você vai fazer muitas viagens de trem, talvez alguma coisa para ler nesses deslocamentos. Resista à idéia de levar livros para ler na viagem, geralmente eles voltam sem que você tenha lido uma única página, além de serem um grande peso na mochila.

Roupas – aí o negócio é mais complicado, porque depende muito do lugar para onde você vai, do clima, da sua personalidade e tal. O mais importante é você não se empolgar, pensar em roupas versáteis, leves, que sirvam tanto para o dia quanto para a noite. Uma boa idéias são as calças que viram bermuda. Pense menos na aparência e mais na utilidade das roupas, afinal você é um mochileiro. Outra dica é que os sapatos podem ser amarrados do lado de fora da mochila para ocupar menos espaço.

Você também pode levar umas camisas do Brasil, dessas baratinhas de camelô, para servir de moeda de troca ou para agradar algum amigo novo.

Hospedagem – se você é um mochileiro, você vai para um albergue. Há opções de hotéis baratos tanto nos EUA como na Europa, mas qual é a graça? Em um albergue você conhece pessoas de todos os países, descobre o que fazer, encontra companhia para passear pela cidade. Existem diversos sites onde você pode pesquisar albergues em todo o mundo, como o Hostel Bookers, o Hostel World, o Hostels of Europe e a Hosteling International, conhecida aqui no Brasil como albergues da juventude.

E como você vai escolher o seu albergue? É difícil se você não conhece a cidade saber se vai estar em uma boa localização. Complicado também é saber se o albergue realmente oferece aquilo que está sendo divulgado no site. Em Madrid, os banheiros do albergue que escolhi não tinham chuveiro, apenas uma banheira meio suja. Já em Paris, todo dia os caras vinham e recolhiam as camas onde eu e meu irmão estávamos dormindo exatamente às 8 horas da manhã (até hoje isso é um mistério para mim). Para tentar saber mais sobre o albergue, tente reservar diretamente com eles. Mande um email cheio de perguntas, ou melhor ainda, ligue e veja como é o atendimento (pelo Skype, claro, para não gastar uma fortuna). Geralmente, pelo atendimento você já pode sentir mais ou menos o que te espera.

Se você tem um orçamento apertado ou quer conhecer melhor a cultura dos países que vai visitar, aí a opção é ficar na casa de alguém por lá. Você pode até achar estranho se hospedar com uma pessoa que nunca viu antes, mas são cada vez mais comuns os sites de relacionamento no estilo do Orkut onde as pessoas se oferecem para receber viajantes em suas casas. Você vai lá, faz o seu perfil, começa a criar uma rede de amizades e, quando for planejar a sua viagem, simplesmente começa a procurar pessoas que combinem com você nos países que vai visitar. Os sites Couch Surfing e Hospitality Club são os mais conhecidos, mas há outros. Para saber mais sobre isso, leia o post “Surfando os sofás do mundo” no meu blog Sem Destino.

Carteiras de descontos – Algumas carteirinhas oferecem descontos em albergues, passes de trem, museus, teatros, restaurantes, etc. A mais conhecida é a Carteira Internacional de Estudantes, a mesma que temos aqui no Brasil. A Carteira do Alberguista oferece desconto em hospedagem em diversos albergues. Já a Carteira do Jovem é para aqueles que já não são mais estudantes, mas ainda não passaram dos 25 anos.

Alimentação – Isso vai depender do seu orçamento, mas se ele estiver apertado (como o da maioria dos mochileiros), tente escolher um albergue que ofereça café da manhã. Alguns albergues maiores, inclusive, não se incomodam se você fizer um sanduíche extra e colocar na mochila. A maioria possui também uma cozinha onde você pode preparar a sua própria refeição, fique ligado apenas nas regras em relação à geladeira. Compre uma garrafa d´água em um supermercado, longe dos locais turísticos. Digo isso porque a minha falta de programação me fez comprar uma bem em baixo da Torre Eiffel, pela bagatela de 5 euros.

Se você fuma, lembre-se que os cigarros na Europa e nos Estados Unidos são absurdamente caros, e que você está autorizado a levar até dois pacotes do Brasil.

Bom, dicas não faltam, mas acho que as principais estão aí. O resto é com vocês. Como falei no começo, não se prenda tanto no planejamento. Chegando lá, vai tudo mudar mesmo. Se você tiver um roteiro prevendo uma visita ao Van Gogh Museum no primeiro dia, vai encontrar um grupo de australianos no albergue e acabar em algum bar do Red Light District. E se tudo der errado e você estiver em Madri, sem dinheiro, dormindo no banco de uma praça as 7 da manhã esperando o seu vôo que só sai à meia noite (como aconteceu comigo), lembre-se que isso será uma excelente história para contar aos amigos quando você voltar para casa.

PS.:
Se você vai mochilar pelo Brasil e passar pelo Rio de Janeiro, leia o meu post “De Mochilão no Rio de Janeiro” e a “Lista de albergues do Rio de Janeiro”, que embora esteja um pouco desorganizada, é a mais completa da internet. Para quem escolheu São Paulo como destino, leia a “Lista de albergues e hotéis baratos em São Paulo“.

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