museus


Pois é… chegou a hora de dizer adeus a este blog aqui. Ele ficou pequeno para as minhas ideias mirabolantes. A vontade de ter uma área de vídeos, anúncios, incorporar isso, aquilo e organizar tudo de uma forma completamente diferente acabou me levando a sair do wordpress.com… e ir para o wordpress.org. Foram noites em claro quebrando a cabeça tentando desvendar aqueles códigos em html, php, css e sei lá o quê só para trocar a cor de uma simple fonte. Agora está tudo lá, e vocês podem conferir no meu novo domínio blogsemdestino.com. Alguns links ainda estão quebrados, algumas coisas ainda insistem em sair do lugar, mas isso é algo que ainda vai me levar um tempo até deixar 100%, e uma coisa que eu aprendi nesses meus anos de jornalismo é a “trocar o pneu com o carro andando”. Se ficarmos pensando muito, a ideia não sai do papel. Se tem algum post que voce gosta aqui, não se preocupe, ele já está lá… então, without further ado, visitem, aproveitem, leiam, comentem, critiquem (pero no mucho) e, principalmente, divirtam-se com o novo Sem Destino.

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vietnam.jpgWashington D.C. é realmente uma das cidades mais bonitas que já visitei. Não vou comparar aqui com as cidades da Europa, pois são coisas completamente diferentes. A capital do poder americano é uma cidade decorada por monumentos, parques, museus, prédios governamentais e emoldurada pelo Rio Potomac.

O povo americano tem muito orgulho de sua História, e isso se reflete nos monumentos que erguem a cada episódio escrito. Gosto muito do Memorial dos Veteranos do Vietnã, onde um muro de granito escuro vai se erguendo conforme os nomes das pessoas mortas ou desaparecidas em ação vai aumentando. É um dos memoriais mais carregados de emoção que eu conheço, porque os nomes tornam ele pessoal, e o fato de você conseguir ver o seu reflexo no muro, faz você refletir. Há ainda o Memorial ao Soldado Desconhecido, no Cemitério Arlington, onde há uma troca de guarda milimetricamente coreografada a cada uma hora.

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washington-monument.jpgOs presidentes também estão lá imortalizados, cada um a sua maneira. Não é porque sou fã de Abraham Lincoln, mas o monumento erguido a ele é o meu favorito. Uma grande construção, com o velho Abe sentado relaxadamente, como que olhando para o país que ele manteve unido durante a Guerra Civil. O monumento a George Washington talvez seja o mais famoso de Washington, e talvez o mais sem graça também. Estou falando daquele obelisco que sempre aparece nos filmes que tem a cidade como cenário. O interessante é que você pode subir até seu topo e ter uma vista aérea da cidade… após enfrentar uma grande fila. É mais ou menos como subir a Estátua da Liberdade, ou o Empire State Building, vale a pena fazer uma vez na vida.

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Washington, 1996… em frente ao espelho d´água que se estende do Lincoln Memorial ao Washington Monument.

jfk-grave.jpgTalvez o presidente mais adorado pelos americanos, John Kennedy não possui um monumento megalomaníaco na cidade como seus antecessores. Seu memorial se encontra no Cemitério Arlinton, próximo ao do Soldado Desconhecido, onde ele está enterrado ao lado de Jackie Kennedy Onassis e de seus dois filhos, e onde uma chama eterna queima para homenageá-los.

arlington-cemetery.jpgFalando no Arlington Cemetery, este é, para mim, um dos lugares mais bonitos de Washington. Pode parecer meio estranho um cemitério figurar entre meus locais favoritos em uma cidade, mas o Arlington é praticamente um parque, cheio de, claro, obras que lembram heróis da história americana e, por estar em uma elevação, tem-se uma vista privilegiada da cidade.

tourmobile.jpgAs atrações ficam um pouco distantes umas das outras. A melhor maneira de conhecer todas estas coisas que eu falei aí em cima e muitas mais de que não falei é pegar um dos muitos ônibus fantasiados de bonde que circulam pela cidade. A Tourmobile oferece um passe que permite ao visitante entrar em seus veículos durante todo o dia, ficando o tempo que quiser em qualquer uma de suas 25 paradas. Quando você está no ônibus, o motorista vai passando informações históricas pelo caminho. Outra opção é ver a cidade navegandoo rio Potomac. Por mais ou menos US$15,00 por pessoa, a Potomac River Boat leva você em um passeio de 90 minutos. Não dá para descer nas atrações, mas a vista é belíssima.

white-house.jpgSe você não gostar de História e sim de política, pode também visitar o presidente… ou pelo menos a casa dele, a famosa Casa Branca. Esta, aliás, é uma das atrações mais concorridas de Washington, então espere looongas filas, mesmo chegando cedo. Se a fila estiver muito grande e você não quiser esperar, vá até o prédio do Capitólio, onde fica o Congresso Americano, praticamente não há filas, os tour guiados são gratuitos e o prédio é igualmente belo (você só não terá a chance de ver o George Bush… mas não acredito que muitos de vocês vão ligar para isso).

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Washington, 1996. Em frente ao Capitólio.

natural-history.jpgE finalmente, os museus. Washington é uma das cidades com o maior número de museus por metro quadrado em todo o mundo. Mas não vá esperando ver Picasso, Miró e amigos… o negócio aqui é outro. A maioria dos museus fica localizada no National Mall. Não, não é shopping mall… nada de compras aqui. O Mall é a rua em frente ao Capitólio, onde estão o Museu Aero-espacial, Museu do Índio Americano, Museu de História Natural (foto), Museu de História Americana, a Galeria Nacional de Arte, O Memorial e Museu do Holocausto e o Museu e Jardim de Esculturas Hirshhorn. Há ainda o Museu de Arte Africana e o Anacostia Community Museum, dedicado à História africana. Tem o Jardim Botânico, o Zoológico, o aquário, o Museu dos Correios, a National Portrait Gallery, o Arts and Industries Building, a Casa da Moeda e chega!!! Quem quiser que vá e descubra mais… pois vale a pena. Ahhh… e se alguém aí decidir ir no verão, uma boa dica é passear pela Pennsylvania Avenue, onde nos fins de semana costumam ocorrer shows ao ar livre.

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Imagens: Vietnam Memorial – Peter Mackay. Washington – Stock Exchange. Tourmobile – site oficial. Eu – não lembro.

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Gettysburg – descobrindo um campo de batalha

No post sobre os museus do Brasil, fiz uma comparação entre Tiradentes e Gettysburg. Em 1789, Tiradentes, então conhecida como São José Del Rei, foi palco de um dos principais movimentos contra a Coroa Portuguesa no Brasil. Os inconfidentes pretendiam eliminar a dominação portuguesa das Minas Gerais e criar ali um país livre. O resto da história vocês conhecem…

Statue of Kemble WarrenA Batalha de Gettysburg aconteceu nos três primeiros dias de julho de 1863 e foi a mais importante da Guerra Civil Americana, onde os exércitos do sul, os confederados, enfrentaram os exércitos do norte, unionistas, sendo derrotados por estes. O resultado alterou o rumo da guerra, que vinha sendo vencida pelos estados do sul, que pretendiam eliminar o controle da União e fundar ali um país livre. Guardadas as diferenças e semelhanças históricas com a Inconfidência mineira, a questão é falar sobre como cada país preza a memória de seu passado. Já disse o que penso de Tiradentes, que se baseia apenas na sua arquitetura e igrejas cheias de ouro para contar sua história, com os museus sem nenhuma peça importante, sem nenhum evento, sem nada na rua…agora vou falar sobre Gettysburg… que mantém viva na memória dos americanos uma das passagens mais importantes de sua História…

Gosto muito de História americana (não confundir por ser fanático pelos Estados Unidos, ou George Bush ou guerra no Iraque ou qualquer outra coisa assim… uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa). Aprecio principalmente o período da guerra civil. Sendo assim, Gettysburg é um dos meus lugares favoritos na terra do Tio Sam. Fui buscar algumas fotos minhas antigas, de quando visitei a cidade em 1996 (é, faz tempo…) e são elas que ilustram este post.

Canhão no campo de batalhaA principal atração da cidade, com certeza, é o parque criado no campo de batalha, onde pessoas se vestem como na guerra civil e contam um pouco de como foram aqueles dias históricos. Canhões estão espalhados por todo o parque, bem como monumentos aos soldados e estados que participaram da batalha.

No prédio do museu, um mapa animado demonstra as estratégias usadas por cada um dos exércitos e o que aconteceu nos três dias de batalha. Para conhecer o parque, o visitante pode escolher entre um tour guiado, um tour à pé com um mapa ou, a melhor opção, um tour em seu próprio carro, onde você compra um cd e, pelos quase 30 quilômetros do trajeto, vai recebendo informações sobre a guerra e o que está vendo.

Union Soldiers Confederate Soldiers

O Soldiers National Cemetery é outro ponto de interesse turístico. Foi lá, durante a cerimônia de homenagem aos soldados da União mortos na batalha que o então presidente Abraham Lincoln fez o famoso discurso “Gettysburg Adress”. Hoje, também estão enterrados lá soldados que lutaram nas guerras com a Espanha, de 1898, Primeira e Segunda Guerras Mundias, Vietnã e principais conflitos em que o país se meteu (que não são poucos).

Pennsylvania Monument Pennsylvania Monument close

Vou deixar que minhas fotos do lugar falem um pouco por mim… é só clicar nelas para ampliar.

Union Soldiers Monumento aos soldados do Alabama

Uma dica… para ficar por dentro do assunto sem ter que recorrer aos livros de história, leia Lincoln, de Gore Vidal (ed.Rocco, 1986. 831 págs). Misturando ficção e realidade, Lincoln é uma das obras que compõe a saga de Vidal sobre a história dos EUA e que conta ainda com 1886, Império, Hollywood

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Confesso que conheço mais museus fora do que dentro do Brasil… não, não é nada do que me orgulhar. Afinal sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor. Mas acredito que isso tem dois motivos. O primeiro é que, quando viajamos, queremos conhecer mais esse tipo de lugar. E tendo morado nos Estados Unidos e feito um tour pela Europa, museus é que não faltaram para mim lá fora. O segundo é que os museus brasileiros, muitas vezes, não empolgam muito.

Recentemente estive em Tiradentes e fiquei decepcionado ao visitar o Museu Padre Toledo. O Padre foi um dos Inconfidentes e a casa era uma das mais ricas da então Vila de São José Del Rei. Mas o museu conta com uma meia dúzia de peças envelhecidas e não conta muito a história do que aconteceu ali. Eu logo fiz uma comparação com o museu da Batalha de Gettysburg, na Pennsylvania, EUA, onde o museu, na verdade, é a cidade inteira. No que foi o campo de batalha, há pessoas vestidas como na guerra. Na casa do museu propriamente dito, há mapas explicativos, objetos, roupas da época, gravuras, etc, etc, etc, contando tudo o que aconteceu, como aconteceu, porque aconteceu e quando aconteceu. Ok, o investimento lá é muito maior. Mas nós temos criatividade… Tiradentes recebe milhares de visitantes por ano, não deveria se basear apenas na arquitetura e na Maria Fumaça para entreter seus visitantes, deveria contar um pouco melhor sua história.

Menino com Peão - Reynaldo FonsecaQuanto à arte, temos excelentes artistas nacionais… Candido Portinari, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e muitos, muitos outros. Eu sou primo (de segundo grau) de dois grandes pintores pernambucanos de projeção internacional. Qualquer apartamento dos membros da minha família é uma verdadeira exposição de obras de Reynaldo Fonseca e Lucia Helena. Cresci vendo seus quadros. Reynaldo foi aluno de Candido Portinari e me lembro de, durante minha infância, ter medo de andar pela sala à noite por causa dos olhos nos quadros, que seguiam meus passos.

Leque - Reynaldo Fonseca

Quadros de Reynaldo Fonseca. À direita, Menino com Peão, à esquerda, Leque.

 

 

Mas vamos aos museus então…

A página Guia dos Museus tem links para os principais museus do Brasil, dividido por estados. Infelizmente o cara que fez a página quis ganhar uns trocados e colocou alguns pop-ups… mas se você usa um bloqueador, não deve ter problemas. Tentei localizar outras páginas, mas nenhuma era tão completa ou estava tão atualizada com os links… mesmo nesta página, muitos dos links estão quebrados, então você tem que se virar para achar… eu tentei aqui dar uma ajudinha, colocando sempre os links para páginas mais completas quando o Guia dos Museus falhava.

Aqui vão algumas dicas de museus que visitei ou que acho interessante:

Rio de Janeiro:

Urutu - Tarsila do AmaralMAM – Museu de Arte Moderna – Um incêndio em 1978 destruiu boa parte de um acervo que contava com peças de Picasso, Salvador Dali, Miró, Max Ernst, entre outros. A solidariedade de artistas, governos e colecionadores ajudou o museu a voltar a funcionar, mas foi a doação de Gilberto Chateaubriand, em 1993, que realmente colocou o museu de volta à cena. Hoje o MAM conta com em seu acervo com obras de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral (o Urutu, imagem à direita), Lasar Segall, Di Cavalcanti, Ismael Nery, Vicente do Rego Monteiro, Cândido Portinari, Pancetti, Goeldi e Djanira, além de uma grande exposição de mais de quatro mil obras de fotógrafos brasileiros e exposições temporárias.

MAC NiteróiNiterói:

MAC – Museu de Arte Contemporânea – O prédio do museu já é uma obra de arte. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, parece um disco voador, emoldurado pela Bahia de Guanabara, com uma belíssima vista para o Rio de Janeiro. O acervo do MAC conta com 369 obras próprias e 1.217 obras da coleção de João Sattamini, que incluem artistas como Hélio Oiticica, Amílcar de Castro, Carlos Vergara, entre outros.

Petrópolis:

Museu Imperial – O museu é a antiga casa de verão de Dom Pedro II, na cidade por ele criada com um nome que o homenageia. Petrópolis, a cidade de Pedro. Documentos, móveis e objetos fazem parte do acervo, além do próprio palácio e seus muitos quartos. Uma das curiosidades é que o visitante tem que calçar pantufas para andar pelo museu, para não estragar o chão de madeira. É comum vê-los deslizando pelos cômodos. O museu também oferece um show, que ilumina o palácio de diferentes formas ao som de música.

São Paulo:

A Estudante - Anita Malfati (MASP)MASP – Museu de Arte de São Paulo – Outro que tem o prédio como uma obra de arte. O forte de seu acervo está nas obras francesas e italianas. O museu possui a maior e mais completa coleção de obras de arte ocidental da América Latina. No lado dos Italianos, podemos citar obras de Sandro Botticelli, Paolo Veronese, Alessandro Magnasco, Giovanni Boldini, entre muitos outros. Entre os franceses, nomes como Nicolas Poussin, os impressionistas Manet, Degas, Cézanne, Monet e Renoir, o fauvista Matisse e o cubista Picasso. Também estão lá obras de Max Ernst, Goya e meus favoritos Miro e Van Gogh. Ahhh… tem brasileiros também. Esculturas de aleijadinho, pinturas de Portinari, Lasar Segal, Anita Malfatti(A Estudante, imagem à direita), Di Cavalcanti. Tem ainda arte asiática, africana, inglesa, americana… fotografia, arqueologia, moda e vestuário, biblioteca… uff uff uff.

Paisagem - Tarsila do Amaral (MAM-SP)MAM – Museu de Arte Moderna – Apesar de se autodenominar de arte moderna, o museu reúne um acervo de quatro mil obras de arte contemporânea brasileira, entre elas, pinturas de Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral (Paisagem, imagem à esquerda) e Victor Brecheret.

Belo Horizonte:

MAP – Museu de Arte da Pampulha – Mais um prédio projetado por Oscar Niemeyer, centro do denominado “conjunto arquitetônico da Pampulha”, proposto por Juscelino Kubitscheck. Seus jardins foram projetados por Burle Marx e conta com esculturas de August Zamoyski, José Pedrosa e Alfredo Ceschiatti. O museu se destaca mais por organizar exposições de arte contemporânea do que por seu acervo, mas conta com obras de Portinari, Di Cavalcanti e Alfredo Volpi.

Recife:

Instituto Ricardo Brennand – Um castelo Medieval no meio de Recife já é o suficiente para instigar uma visita a este museu. Mas a visão de Ricardo Brennand era maior do que apenas uma construção megalomaníaca e lá se encontram uma exposição de armas brancas e armaduras medievais, uma pinacoteca com obras do pintor holandês Albert Eckhout, que veio ao Brasil durante o século 17 retratar paisagens e cotidiano, e uma biblioteca composta por obras raras que pertenceram ao historiador José Antônio Gonçalves de Mello e ao escritor Édson Nery da Fonseca

Instituto Ricardo Brennand - Recife

Manaus:

Teatro AmazonasMuseu do Teatro Amazonas – Construído nos estilos neo-clássico e art-noveau durante o ciclo da borracha, no final do século 19, o prédio possui em sua arquitetura ornamentos que fazem referências a compositores e dramaturgos clássicos como Mozart, Chopin, Rossini e Moliére.

Ok… vou parar por aqui… o resto é com vocês. Se alguém tiver alguma dica para dar, sinta-se a vontade para usar os comentários… afinal eles estão ai para isso mesmo

Pedro Serra

Viajar para a Europa e não visitar seus museus é como ir à Flórida e não conhecer a Disney. Cada cidade tem o seu, dedicado a estilos, artistas e épocas diferentes, ou talvez juntando tudo num bom balaio de gatos. Uma boa forma de decidir quais conhecer ou não é visitar as páginas destes museus antes de viajar, e o site artcyclopedia tem links para todos eles, divididos por países.

Aqui vão algumas dicas dos que, na minha humilde opinião, devem ser visitados:

Picasso - Las MeninasBarcelona:

Museu Picasso – Possui um dos maiores acervos do artista no mundo, com mais de 3.600 obras. É a coleção mais importante de suas obras da juventude e formação.

Madrid:

Museo Reina Sofia – é um dois mais importantes museus de arte moderna espanhola, com obras de Salvador Dalí, Pablo Picasso, Eduardo Chilida, Jacques Lipchitz e, o meu favorito, Juan Miró. Entre as principais obras do museu, estão a famosa Guernica, de Pablo Picasso, que retrata o ataque aéreo à cidade de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola, e Mãe com Menino Morto, também de Picasso. O grande Masturbador, considerada uma das melhores pinturas do gênio surrealista Salvador Dali, e as obras Dançarina Espanhola e Caracol, Mulher, FlorSalvador Dali - O Grande Masturbador e Toalha, do também surrealista Miró.

Bilbao:

Guggenheim – O prédio do museu por sí só já é uma obra de arte. Desenhado pelo arquiteto Canadense Frank Gehry, é feito de Titânio, vidro e pedra, com muitas curvas, projetado para capturar a luz. As exposições de arte moderna e contemporânea do museu não são permanentes.

 

Prédio do museu Guggeinheim em Bilbao, Espanha.
Acima, a partir da primeira imagem: Las Meninas, Pablo Picasso. O Grande Masturbador, Salvador Dali. Prédio do Guggenheim em Bilbao.

Paris:

Louvre – O louvre é o mais visitado, o maior, o mais famoso e um dos mais antigos museus do mundo. Só isso já poderia dizer tudo. Mas além disso, é lá que estão as principais obras de artistas como Delacroix, Leonardo da Vinci – como a Mona Lisa, (que realmente é bem pequena quando olhamos de perto, no meio da multidão que se aglomera em volta do quadro) – Ticiano, Rembrant, Goya e Renoir. Além disso, o museu possui uma grande coleção de artefatos do Egito antigo. Quem for visitar o museu tem duas opções de abordagem… a maratonista, que percorre o museu todo em um dia, parando nas principais peças, e a apreciador de arte, que pede pelo menos umas duas visitas ao museu em dias diferentes. (devo dizer que eu optei pela manatorista, dado o meu pouco tempo e dinheiro em Paris e ao meu maior interesse por arte moderna)

Eu e meu irmão em frente ao Louvre, Paris.

Eu e meu irmão em frente ao Louvre, Paris.

Van Gogh “Self-Portrait”. Arles: August, 1888Amsterdam:

Van Gogh Museum – possui a maior coleção de pinturas e desenhos do artista (outro de meus favoritos), que ironicamente em vida só vendeu um quadro. O museu fica localizado na museuplein (praça dos museus), para mim um dos locais mais bonitos de Amsterdam, onde também estão o Rijksmuseum, o Stedelijk Museum, o Museu do Diamante e a Concertgebouw (concert hall).

 

Acima, auto-retrato de Van Gogh – Arles, 1888. Abaixo, Wheat field with reapers at sunrise – Saint-Rémy, 1889.
Van Gogh “Wheat Fields with Reaper at Sunrise”

Londres:

British Museu – Com uma coleção de mais de 13 milhões de objetos, é o maior museu do mundo em história e cultura da humanidade. Seu acervo proveniente dos quatro cantos do mundo ilustra e documenta a história desde o começo dos tempos. A área do museu possui 75 mil metros quadrados, divididos em 96 galerias. E uma média de 4,5 milhões de visitantes por ano.

Vista aérea do British Museum, Londres

Vista aérea do British Museum