livros


Pois é… chegou a hora de dizer adeus a este blog aqui. Ele ficou pequeno para as minhas ideias mirabolantes. A vontade de ter uma área de vídeos, anúncios, incorporar isso, aquilo e organizar tudo de uma forma completamente diferente acabou me levando a sair do wordpress.com… e ir para o wordpress.org. Foram noites em claro quebrando a cabeça tentando desvendar aqueles códigos em html, php, css e sei lá o quê só para trocar a cor de uma simple fonte. Agora está tudo lá, e vocês podem conferir no meu novo domínio blogsemdestino.com. Alguns links ainda estão quebrados, algumas coisas ainda insistem em sair do lugar, mas isso é algo que ainda vai me levar um tempo até deixar 100%, e uma coisa que eu aprendi nesses meus anos de jornalismo é a “trocar o pneu com o carro andando”. Se ficarmos pensando muito, a ideia não sai do papel. Se tem algum post que voce gosta aqui, não se preocupe, ele já está lá… então, without further ado, visitem, aproveitem, leiam, comentem, critiquem (pero no mucho) e, principalmente, divirtam-se com o novo Sem Destino.

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wheelers.jpgTudo começou quando Maureen e Tony Wheeler se conheceram em um banco do Regents Park, em Londres. Um ano depois, o casal embarcava em uma viagem de lua-de-mel da Europa à Australia em um carro velho e com pouco dinheiro no bolso. A viagem custou todo o dinheiro que eles tinham – e mais o que eles conseguiram pegar emprestado e pedir nas ruas. Ao final da jornada, eles estavam quebrados… mas felizes.

wheelers-02.jpgDas experiências vividas pelo casal, começou a nascer o primeiro livro. Influenciados pelos amigos, os dois passaram noites acordados, debruçados sobre a mesa da cozinha, relendo os diários e escrevendo o que viria a se tornar um clássico: “Across Ásia on the Cheap”. Em apenas uma semana, o vendeu 1.500 exemplares e, não só os Wheeler conseguiram sair do vermelho, como tinham dinheiro o suficiente para fundar a Lonely Planet. A introdução do livro resume bem o estilo aventureiro do casal, e é um estímulo para nós, viajantes: “tudo o que você tem a fazer é decidir ir, e a parte mais difícil já está resolvida. Então vá!”

tony-maureen.jpgDois anos depois, a segunda viagem do casal pela Ásia levou ao livro “South-Asia on a shoestring”. Depois vieram os guias sobre o Nepal, África e Índia. Hoje a companhia possui livros sobre quase todos os países e cidades que você possa imaginar, escritos por mais de 300 autores, além de produzir programas de TV, possuir um banco de imagens extraordinário e manter um excelente website com dicas, histórias de viagens e serviços para viajantes, com 4.3 milhões de visitantes por mês.

wheeler.jpgQuem já usou um guia da Lonely Planet em uma viagem, ou mesmo assistiu a um de seus programas, sabe que realmente ele é um dos melhores que há por aí. Informações corretas, precisas, interessantes e relevantes, de pessoas que gostam de viajar e sabem do que estão falando, recheado de referências históricas e editado de uma maneira que nos faz pensar nele como um companheiro de viagem.

lonelypguides3.jpgNo entando, é visível a mudança que houve nos guias durante o processo de profissionalização da empresa. Enquanto que nos primeiros guias o casal ensinava os viajantes a comprar carteiras de identidade falsas e drogas e chamava o governo da África do Sul na época do apartheid de cretinos e psicóticos, os de hoje são mais sérios, menos voltados para os mochileiros.

lonelypguides.jpg Algumas opiniões bem críticas permanecem nos guias e, na edição de 2003 sobre o Brasil, há apenas algumas poucas páginas sobre São Paulo, a cidade com o maior número de museus, teatros, boites e eventos culturais do país, que recebe duras críticas e que os visitantes são recomendados a não visitar.

lp-br.jpg

lp-logo.jpgPois bem, por que estou contando toda a história dos Wheeler e do LP? Porque a companhia acaba de ser vendida para a BBC por 100 milhões de Libras, ou pelo menos 75% dela… 25% ainda continuam com os Wheeler, que com a venda pretendem voltar a viajar pelo mundo. “Nós sentimos que a BBC Worldwide forneceria uma verdadeira plataforma para a nossa visão e valores, ao mesmo tempo permitindo que nós elevássemos a empresa a um outro patamar.” Para a BBC, o negócio vai ajudá-la a se tornar “uma das líderes mundiais em conteúdo”, de acordo com o CEO da empresa, John Smith. Outro objetivo é aumentar a visibilidade on-line e em mercados como Austrália e América do Norte.

lp-car.jpgSe isso é uma boa ou má notícia, se vai mudar o conteúdo dos livros, tornando-os mais “careta”, realmente eu não sei. A boa notícia é que o casal ainda continua no negócio e, talvez com mais tempo para se dedicar às viagens e à parte editorial e menos ao business, talvez vejamos boas novidades por aí. Quem sabe até um novo livro da dupla.

No post sobre os museus do Brasil, fiz uma comparação entre Tiradentes e Gettysburg. Em 1789, Tiradentes, então conhecida como São José Del Rei, foi palco de um dos principais movimentos contra a Coroa Portuguesa no Brasil. Os inconfidentes pretendiam eliminar a dominação portuguesa das Minas Gerais e criar ali um país livre. O resto da história vocês conhecem…

Statue of Kemble WarrenA Batalha de Gettysburg aconteceu nos três primeiros dias de julho de 1863 e foi a mais importante da Guerra Civil Americana, onde os exércitos do sul, os confederados, enfrentaram os exércitos do norte, unionistas, sendo derrotados por estes. O resultado alterou o rumo da guerra, que vinha sendo vencida pelos estados do sul, que pretendiam eliminar o controle da União e fundar ali um país livre. Guardadas as diferenças e semelhanças históricas com a Inconfidência mineira, a questão é falar sobre como cada país preza a memória de seu passado. Já disse o que penso de Tiradentes, que se baseia apenas na sua arquitetura e igrejas cheias de ouro para contar sua história, com os museus sem nenhuma peça importante, sem nenhum evento, sem nada na rua…agora vou falar sobre Gettysburg… que mantém viva na memória dos americanos uma das passagens mais importantes de sua História…

Gosto muito de História americana (não confundir por ser fanático pelos Estados Unidos, ou George Bush ou guerra no Iraque ou qualquer outra coisa assim… uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa). Aprecio principalmente o período da guerra civil. Sendo assim, Gettysburg é um dos meus lugares favoritos na terra do Tio Sam. Fui buscar algumas fotos minhas antigas, de quando visitei a cidade em 1996 (é, faz tempo…) e são elas que ilustram este post.

Canhão no campo de batalhaA principal atração da cidade, com certeza, é o parque criado no campo de batalha, onde pessoas se vestem como na guerra civil e contam um pouco de como foram aqueles dias históricos. Canhões estão espalhados por todo o parque, bem como monumentos aos soldados e estados que participaram da batalha.

No prédio do museu, um mapa animado demonstra as estratégias usadas por cada um dos exércitos e o que aconteceu nos três dias de batalha. Para conhecer o parque, o visitante pode escolher entre um tour guiado, um tour à pé com um mapa ou, a melhor opção, um tour em seu próprio carro, onde você compra um cd e, pelos quase 30 quilômetros do trajeto, vai recebendo informações sobre a guerra e o que está vendo.

Union Soldiers Confederate Soldiers

O Soldiers National Cemetery é outro ponto de interesse turístico. Foi lá, durante a cerimônia de homenagem aos soldados da União mortos na batalha que o então presidente Abraham Lincoln fez o famoso discurso “Gettysburg Adress”. Hoje, também estão enterrados lá soldados que lutaram nas guerras com a Espanha, de 1898, Primeira e Segunda Guerras Mundias, Vietnã e principais conflitos em que o país se meteu (que não são poucos).

Pennsylvania Monument Pennsylvania Monument close

Vou deixar que minhas fotos do lugar falem um pouco por mim… é só clicar nelas para ampliar.

Union Soldiers Monumento aos soldados do Alabama

Uma dica… para ficar por dentro do assunto sem ter que recorrer aos livros de história, leia Lincoln, de Gore Vidal (ed.Rocco, 1986. 831 págs). Misturando ficção e realidade, Lincoln é uma das obras que compõe a saga de Vidal sobre a história dos EUA e que conta ainda com 1886, Império, Hollywood

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Wi-fi no avião – postando a 30 mil pés de altitude

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Pedro Serra

Viajar por lugares desconhecidos pode ser um problema. Hotéis caros, comida ruim, transporte difícil. O turista que não quer passar por apertos deve ter em mãos um bom guia de viagem, mas qual escolher no meio de tantas ofertas? Hoje em dia existe uma variedade tão grande de guias, que o viajante pode se perder antes mesmo de viajar. Para que isso não aconteça, o ideal é ter em mente o objetivo da viagem, o tipo de lugares a visitar e quanto gastar.

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