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Pois é… chegou a hora de dizer adeus a este blog aqui. Ele ficou pequeno para as minhas ideias mirabolantes. A vontade de ter uma área de vídeos, anúncios, incorporar isso, aquilo e organizar tudo de uma forma completamente diferente acabou me levando a sair do wordpress.com… e ir para o wordpress.org. Foram noites em claro quebrando a cabeça tentando desvendar aqueles códigos em html, php, css e sei lá o quê só para trocar a cor de uma simple fonte. Agora está tudo lá, e vocês podem conferir no meu novo domínio blogsemdestino.com. Alguns links ainda estão quebrados, algumas coisas ainda insistem em sair do lugar, mas isso é algo que ainda vai me levar um tempo até deixar 100%, e uma coisa que eu aprendi nesses meus anos de jornalismo é a “trocar o pneu com o carro andando”. Se ficarmos pensando muito, a ideia não sai do papel. Se tem algum post que voce gosta aqui, não se preocupe, ele já está lá… então, without further ado, visitem, aproveitem, leiam, comentem, critiquem (pero no mucho) e, principalmente, divirtam-se com o novo Sem Destino.

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Shanti e Rebecca

Shanti e Rebecca

Confesso que o caso das turistas inglesas presas no Rio de Janeiro por forjar o roubo de suas bagagens e, assim, conseguir um dinheirinho extra, me pegou de surpresa. Realmente não esperava duas inglesinhas, de 23 anos, dando um golpe no seguro por causa de uns trocados. Pois bem, hoje saiu a sentença para a dupla, que chegou a ficar cinco dias na carceragem feminina da Polinter e em um presídio no complexo de Bangu. Shanti Andrews e Rebecca Turner foram condenadas a um ano e quatro meses de reclusão e um mês de detenção, pelos crimes de falsidade ideológica, falsa comunicação de crime e tentativa de estelionato (se você não sabe a diferença entre detenção e reclusão, como eu também não sabia, clique aqui e leia o ponto 2.4.1). A pena, no entanto, foi convertida em prestação de serviços comunitários. Antes de voltar para casa, elas terão que cumprir sete horas de trabalho, quatro dias por semana, por um período de oito meses e meio e ainda pagarão uma multa de R$ 12 mil. Estudantes de direito, as duas ainda podem ser impedidas de praticar a profissão ao retornar para a Inglaterra. A viagem, que começou com um mochilão de nove meses pelo mundo, acaba com uma estadia forçada no Brasil. 

Os pais pareciam resignados. “Vai levar um tempo até que elas possam voltar para casa. As vidas delas estão potencialmente arruinadas”, disse a mãe de Shanti, Simone Headley. “Certamente as coisas acabaram saindo melhor do que poderiam”, comentou o pai de Rebecca, Robert Tunner.

O advogado Renato Neves Tonini, porém,  já falou que vai recorrer, que isso é perseguição por serem duas ringas e tal. Mas o fato é que elas cometeram um crime, talvez achando que a polícia brasileira nunca ia perder tempo com isso. O juiz Flávio Itabaiana Nicolau se defendeu da acusação:

– Quem me conhece sabe muito bem que minha decisão não está ligada ao fato de as duas serem estrangeiras. Aqui na Vara não há diferença de tratamento. A sentença que dei neste caso é igual à que daria, nas mesmas circunstâncias, a um brasileiro pobre – garantiu o juiz.

Antes e depois

Antes e depois

Independente da motivação do juiz, ele agiu corretamente. A lei está aí para ser cumprida, e elas deveriam saber muito bem disso, já que estudam direito. Fico com pena apenas de ver as duas tendo que passar pelas nosso sistema penitenciário, com aquelas lotadas e fétidas.

As duas confessaram o crime, pensando aí em uma redução de pena. Na audiência de segunda-feira, Shanti contou que ela e Rebecca tiveram objetos furtados durante a viagem de Foz do Iguaçu (PR) para o Rio, como um laptop. No entanto, ela ressaltou que, ao fazer o registro de ocorrência, acrescentou itens que não haviam sido roubados. Entre os objetos estavam uma bolsa, um celular e uma câmera digital.

Para quem acha que os ingleses estão do lado delas e culpando o Brasil por tudo, basta dar uma olhada nos comentários da matéria publicada pelo Daily Mail:

“Two privileged young ‘thieves’ in the making have shown how values have dropped in UK” – Michael Henry

“Lets hope they are now banned from practicing law in the UK” – Dave

“I have no sympathy for them. These are educated young women behaving very badly. What did they hope to gain by making up this story?” – Richard Clarke

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Não costumo postar aqui as matérias que faço no jornal, mas dessa vez vale a pena. A reportagem especial que fiz com Emerson, o Sheik do Flamengo, mostra um verdadeiro brasileiro, que se emociona ao visitar os amigos e a casa onde passou a infância em Nova Iguaçu. Para quem possa ver nele um mercenário por aceitar voltar para o futebol árabe após apenas quatro meses no Flamengo, ou que ache falsidade o amor declarado dele pelo clube, vale a pena assistir a esse vídeo e conhecer melhor o craque e grande pessoa.

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O flagra

O flagra

Que nós somos um país liberal, todo mundo sabe… mas também não é bagunça. Três turistas alemães resolveram inovar no aeroporto de Salvador e trocaram de roupa bem no meio do saguão. Eles foram flagrados pelas câmeras de segurança ainda com as calças na mão. Resultado, foram presos e impedidos de pegar o voo (sem acento… novo acordo ortográfico) para casa.

O trio, com mais de 60 anos de idade, disse à delegada que não achou que trocar de roupa em público incomodaria as pessoas. Eles pensavam que isso era algo comum no país, dado o comportamento dos brasileiros nas praias.

A delegada Maritta Souza informou que os dois turistas foram indiciados por prática de ato obsceno e liberados na noite da segunda-feira. Eles devem retornar para a Alemanha ainda nesta semana.

Veja a reportagem do Jornal Nacional

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

E você, o que achou da atitude dos turistas alemães??? Clique e deixe o seu comentário

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Pois é… cá estou eu a falar dos cruzeiros novamente. Não queria não, mas me ví obrigado depois da matéria que o Fantástico fez. O pessoal da comunidade da Vibe On Board no Orkut chiou, falou que eles estavam generalizando e tal, mas o fato é que, tirando a parte em que os apresentadores introduzem a reportagem, onde realmente há uma generalização, a matéria não é muito diferente das já feitas em raves. Ou seja, nada de novo na tela da Globo.

Assistam à reportagem:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

[Atualização: ‘Mais uma morte em navio de cruzeiro. Já é a quinta da temporada’]

Sérgio Fonseca

Island Escape

O fato é o seguinte: houve venda de drogas. As imagens estão lá. Eu, como DJ de música eletrônica, tendo tocado em festivais, boites e afins, sei que o pessoal não tem o menor pudor na hora de usar e vender. É só vocês verem que tem uns idiotas que vendem no Orkut, ou mesmo que batem no peito e dizem abertamente que tomam isso ou aquilo, sempre achando que ninguém está vendo, que nada vai acontecer. No vídeo tem lá… o cara distribuindo as balas no meio da pista… o outro vendendo doce no corredor do navio… a menina falando que tomou um e fumou outros… o outro lá, fritando na piscina… e tem ainda os que acham que estão tranquilos, cheirando loló em latinha de cerveja.

Acho que a matéria pegou mais pelo lado da incapacidade da polícia de impedir a entrada de drogas e também das empresas de cruzeiro de prestar um atendimento médico em caso de alguém passar mal. Se você estava no navio e não estava usando drogas, não tem o que se estressar.

É como comentaram no outro post que fiz sobre o assunto: ‘por que não fazem mais reportagens, como: ‘Carnaval, a festa das Drogas’ , ‘Axé, tirando o pé do chão com as Drogas’, ‘Futebol: as torcidas das Drogas (dependendo do time, com duplo sentido!!)’ e até ‘O Projac das Drogas, vamos salvar nossos talentos’???

Bom, acho que primeiro é porque não morreram pessoas nesses eventos por uso de bebida ou drogas (pelo menos não em um caso que tenha tido repercussão nacional). Quem se lembra das matérias que fizeram nas festas rave logo após a morte de um garoto menor de idade em uma festa no Rio? Foi a mesma coisa.  Mas temos que pensar que existem dois lados nisso… um é o sensacionalismo que tanto todo mundo alardeia. O outro lado é o papel de um jornal, que é trazer para o leitor, espectador ou internauta informações que o ajudem a entender como certas coisas acontecem (mas aí, tendo o cuidado de deixar que ele tire as suas próprias conclusões… a tal da imparcialidade). Explicando: uma menina morreu em um cruzeiro cheio de jovens… então mostra-se o que acontece nesses cruzeiros. É lógico que aquilo é um recorte, que nem todos estão cheios de bala e doce na mente, mas não há como negar que o fato está ali…

Tanto que a matéria não se fixa apenas no consumo de drogas. Fala do outro rapaz que morreu e do pessoal que passou mal a bordo, mostrando como funciona o ambulatório de um navio, para que aqueles que estão consumindo a notícia possam tirar suas conclusões sobre o tipo de atendimento que é oferecido. Além disso, dá-se voz aos interessados… ouvem-se os dois lados.

Isso é o básico, ‘journalism 101’, e, tirando uma quedinha para o sensacionalismo aqui e alí, foi o que o Fantástico fez. Podem reclamar e espernear, mas pensem bem se vocês não viram diversos excessos no navio… pensem se, caso alguém passasse mal, mas mal mesmo, aquele ambulatório lá, com o tal médico colombiano que não entendia as pessoas, seria capaz de atender bem. Pense no valor que é cobrado (porra, R$ 260 por uma consulta é brincadeira)… As informações da matéria geram uma discussão, que nesse momento em que quatro mortes ocorreram e diversas pessoas passaram mal, é bem-vinda.

E você, o que achou da reportagem??? Clique aqui e deixe o seu comentário

Para saber mais sobre os problemas da temporada 2008/2009 de cruzeiros, leia os posts:

‘Quatro mortes e muitos problemas na temporada de cruzeiros 2008/2009’

‘Cruzeiro Universitário: jovens, muita bebida e uma morte’

Quer dicas sobre como curtir um cruzeiro sem problemas, visite o post ‘Singrando os mares’

Leia também: ‘Navio de cruzeiro encalha em rio do Canadá com 300 pessoas a bordo’

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E, para vocês não acharem que é má vontade com as empresas, acabei de editar este vídeo lá no jornal sobre uma funcionária da Companhia Docas que trabalha no porto há 30 anos. Ela sempre via os navios indo e vindo, mas nunca havia entrado em um… o jornal então realizou o sonho dela. Assista:

Rio for partiersA Justiça vem tentando tirar de circulação o guia ‘Rio for partiers’ (ed.Solcat, US$23,89) por causa de uma classificação nada lisongeira das cariocas.  A publicação ensina ao turista que visita a cidade qual o tipo de mulher mais fácil para ele se dar bem e divide nossas meninas em ‘Britney Spears, popozudas, hippie ou raver e balzac.’

Para eles, ‘as filhinhas de papai, que se vestem como a Britney Spears, são maravilhosas, mas não deixam ninguém cantá-las’. Já as balzac, ou seja, mulheres acima de 30 anos, ‘querem se divertir, dançar, beber e beijar.  Trate-as como uma dama que elas te tratarão como um rei’. As hippies e ravers são consideradas garotas divertidas, fáceis de se aproximar, fáceis de conversar, difíceis de beijar, fáceis de ir para a balada’.

Mas as campeãs mesmo, e aquelas que todos os gringos que leram o manual devem estar procurando agora, são as popozudas, consideradas ‘máquinas de sexo bundudas. Elas malham, usam calças apertadas enfiadas na bunda (…). Bom para você investir seu tempo porque o motel é sempre uma possibilidade com essas maravilhas’.

gaiola das popozudasSegundo o jornal EXTRA, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou na Justiça a pedido da Embratur com uma ação para retirar o manual de circulação por usar indevidamente a marca “Brasil” e por estimular o turismo sexual. A AGU pede o recolhimento da revista. Em caso de descumprimento, os responsáveis poderão pagar multa de R$ 10 mil por dia. De acordo com o procurador federal Marco di Iulio, a revista, escrita por Cristiano Nogueira, expõe o povo brasileiro a situação vexatória com o intuito de promover a exploração sexual e guia classifica as mulheres conforme critérios pejorativos aliados à sexualidade.

Eu tinha um guia da Europa também dedicado a festeiros. Realmente eles não eram tão detalhistas nas explicações, mas falavam qual era a melhor maneira de chegar em uma mulher (ou homem, ou mesmo gay) em cada uma das cidades. Não vejo nada de mal nisso, até porque, colocando as frases assim, podemos achar que é um manual de sexo, mas se você for ler, é uma forma divertida que o cara encontrou para falar sobre as mulheres cariocas. No meu post com dicas sobre o Rio, eu faço a mesma coisa (só que eu falo que as patricinhas são fáceis).

E você, acha que os termos usados pelo cara são ofensivos e o livro deveria ser recolhido? Aproveito e pergunto também, você é uma balzac, uma Britney Spears, uma hippie ou uma popozuda? Clique aqui e deixe o seu comentário

Se você veio parar nesse post direro de algum mecanismo de busca, clique aqui para ler as outras matérias na página incial do Sem Destino.

Pedro Serra

Queima de fogos no Morro da Mineira. Foto: Pedro Serra

Pois é… passei o réveillon trabalhando no jornal, mas isso não quer dizer que eu não tenha me divertido. Desde que filmei uma queima de fogos no morro da Mineira, fiquei empolgado para ver o que os caras iam fazer para o réveillon. Então, no dia da virada, peguei a câmera e fui para o terraço de um prédio. O meu palpite estava certo e a festa da virada na favela durou aproximadamente 20 minutos e deixou para trás muitos bairros da Zona Sul, como Ipanema, Lagoa e Flamengo, que nem comemoraram o réveillon (clique para ler o meu post sobre a virada no Rio de Janeiro – ‘Réveillon em Copacabana: fogos, fumaça, briga, tiros e lixo… muito lixo’)

Entre uma explosão e outra, podiam-se ouvir tiros e ver as balas traçantes cruzarem o céu. Eu e o segurança do prédio que me acompanhou (sim, passei o meu réveillon ao lado de um segurança de dois metros de altura enquanto a minha mulher e meu filho curtiam na Barra) ficamos escondidos atrás de uma pilastra com medo de um daqueles tiros vir em nossa direção.

semdestino_mineira2Tentei mostrar o melhor que pude o barulho e os traçantes no vídeo, mas acho que no YouTube perdeu um pouco a qualidade. Mas é só procurar pelos riscos vermelhos. Ahh… e como eu sei que eram tiros e não fogos??? Bom, os fogos estouram quando chegam a uma certa altura, as balas continuam indo, até achar alguma coisa que as pare.Só espero que não tenha sido o corpo de alguém. A diferença do barulho entre tiros e fogos também é fácil de perceber… os tiros são mais agudos.  No final do vídeo, fiz uma colagem só com as balas voando.

Assista ao vídeo –

Vieram me perguntar se eu não tinha medo de represálias por parte dos traficantes. A resposta é não. Primeiro porque a festa podia ser vista de qualquer canto da cidade do lado de lá do Túnel Rebouças. Segundo porque eu não estava filmando os caras vendendo drogas ou matando. Aliás, filmei de longe e nem dá para ver ninguém.

E você, o que achou do vídeo? Clique e deixe o seu comentário.

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