gastronomia


Pois é… chegou a hora de dizer adeus a este blog aqui. Ele ficou pequeno para as minhas ideias mirabolantes. A vontade de ter uma área de vídeos, anúncios, incorporar isso, aquilo e organizar tudo de uma forma completamente diferente acabou me levando a sair do wordpress.com… e ir para o wordpress.org. Foram noites em claro quebrando a cabeça tentando desvendar aqueles códigos em html, php, css e sei lá o quê só para trocar a cor de uma simple fonte. Agora está tudo lá, e vocês podem conferir no meu novo domínio blogsemdestino.com. Alguns links ainda estão quebrados, algumas coisas ainda insistem em sair do lugar, mas isso é algo que ainda vai me levar um tempo até deixar 100%, e uma coisa que eu aprendi nesses meus anos de jornalismo é a “trocar o pneu com o carro andando”. Se ficarmos pensando muito, a ideia não sai do papel. Se tem algum post que voce gosta aqui, não se preocupe, ele já está lá… então, without further ado, visitem, aproveitem, leiam, comentem, critiquem (pero no mucho) e, principalmente, divirtam-se com o novo Sem Destino.

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Búzios sob chuva

Búzios sob chuva

Hoje em dia, só vou a Búzios em fim de semana fora de temporada. Odeio trânsito e lugares muito cheiros. Não tenho saco para ficar procurando vaga de estacionamento, muito menos para brigar por uma cadeira na praia. Devo estar precocemente me tornando um velho ranzinza, mas a questão é, vocês não vão me ver na cidade de Brigitte Bardot entre os meses de novembro e fevereiro… talvez até março. Para quem gosta de uma boa festa e tal, eu recomendo. Zoei muito por lá, talvez tanto que agora cansei. Fui para Búzios esse fim de semana… uma beleza.

Chove lá fora...

Chove lá fora...

A chuva de sábado espantou muita gente, e eu fiquei com a cidade inteira só para mim (eu sou meio egoista também). No entanto, existem dois eventos que, apesar de deixarem a cidade lotada, ainda me atraem bastante. Um é o Festival de Jazz de Búzios, que acontece em julho e este ano não contou com a minha digníssima presença devido a uma incompatbilidade de calendário (eu estava de plantão no jornal). O outro é o VIII Festival Gastronômico de Búzio, que acontece neste fim de semana, 23 e 24 de outubro.

Festival de 2008 - foto: divulgação

Festival de 2008 - foto: divulgação

São 40 dos melhores restaurantes da cidade oferecendo degustações de pratos mirabolantes a preços acessíveis. Imagine quando você ia conseguir entrar em um Satyricon da vida e encher a pança por apenas R$ 15. Pois esse é o preço que os participantes estarão cobrando por seus pratos principais no fim de semana. As entradinhas saem por R$ 10. Só para efeito de comparação, no fim de semana eu paguei R$ 6,50 por uma bola de sorvete Itália.

Itália, o sorvete mais caro do mundo

Itália, o sorvete mais caro do mundo

Se você assiste à novela das oito sonhando em um dia ser um Marcos (personagem de José Mayer em `Viver a Vida`), essa é a sua chance. Alias, o `fator Manoel Carlos` é garantia de casa cheia no balneário. De acordo com o organizador do Festival, Gil Castelo Branco, a expectativa é superar o público de 100 mil visitantes alcançado no ano passado.

Rua das Pedras - comida e muitas compras

Rua das Pedras - comida e muitas compras

Só para dar um gostinho, segue a lista dos restaurantes e dos pratos que eles irão apresentar no Festival:

Orla Bardot

• Sawasdee

Prato – Khao Mok Gung

Camarão, pimenta picada, nampla, curry, cebola e arroz jasmim.

▪Cappriciosa

Prato – Margherita Le Pizze Gourmet

Pizza  a base de mussarela de búfalo, tomate paquino e lascas de parmesão grana Padano. Complemento com basílico fresco.

 

▪Satyricon

Prato – Spuntini – antepasto italiano

Combinações que podem ser montadas e combinados pelo cliente: filezinho de sardinha, polvo, mexilhão gratinado, tomate seco, atum, grelhados de berinjelas, pimentões verde, amarelo e vermelho e abobrinha.

 Rua das Pedras

▪ Café Colombina

Prato – Satay sortido ao peanut sauce

Espetinho de camarão e peixe, regado com molho fino de tamarindo e amendoim. Receita exclusiva para o festival.

▪Captains Sushi Bar

Prato – Galeto laqueado a Pequim

Galeto recheado e com molho de laquê de anis. Uma versão buziana do tradicional prato Pato a Pequim. Receita exclusiva para o festival.

•Cigalon

Sobremesa – Macarons

Gateau perfumado, seco, redondo, oval, a base de pasta de amêndoas, clara de ovos e açúcar. Servido pela 1ª vez no ano de 1.660, no casamento de Louis XIV e Marie Thérèse, na França.

▪Churrascaria Don Juan

Prato  – Churrasco Don Juan

Cortes variados de carnes, incluindo: lingüiça, picanha, maminha e contra filé, servido com farofa da casa e molho “chimichurri” (argentino) a base de azeite, orégano e pimenta calabresa. Acompanha fatias de pão francês. Receita exclusiva para o festival.

Brigittas

Brigittas

•Brigittas

Prato – Steak tartar a moda russa

Filé mignon cru, picado na faca e temperado com cebola, alcaparras verdes, páprica, mostarda dijon. Encimado por uma gema de ovo.

▪Baroque

Sobremesa – Apfel Strudel

Massa folheada com recheio de maçã, canela, uva passa e confeitado com açúcar. Torta de maçã originária da Alemanha.

 

•Parvati

Prato – Linguine ao ragout de agnello e melanzane

Fatias de cordeiro marinado e cozido no molho de cebola, azeite, alho poró. Com uma massa caseira e cubinhos de berinjela.

Chez Michou

Chez Michou

▪Chez Michou

Sobremesa – Crepe “Mambo-Manga”

Mix de frutas – banana, abacaxi, mamão e morango – coberto com creme inglês e sorvete de manga por cima. Receita exclusiva para o festival.

▪Pátio Havana

Entrada – Amuse Bouches – “Viver a Vida”

Blinis servidas com sour cream de ciboulette e salmão fumé, decorada com endro fresco. Mini croque com queijo fundido e bechamel de funghi porcini Cestinha crocante servida com tomate confit, tapenade e crocante de parmesão. Pirulito de queijo sardo com presunto crú.

 Shopping N. 1

•Beach Pizza

Prato – Tortelline de funghi com filé mignon

Massa caseira recheada com funghi, com molho de queijo mascarpone, fios de queijo gran formaggio e mini medalhão de filé mignon. Manjericão e orégano fresco. Receita exclusiva para o festival.

•Cafeteria Number One

Sobremesa – Tubetts de frutas silvestres com sorvete de creme

Massa de panqueca de chocolate amargo, flambada ao rum e recheada com frutas silvestres. Aromatizada com licor de jabuticaba. Acompanha uma bola de sorvete de creme. Receita exclusiva para o festival.

O restaurante `Se essa rua fosse minha...` não participa do Festival, mas eu achei ele tão bonitinho que coloquei aqui

O restaurante `Se essa rua fosse minha...` não participa do Festival, mas eu achei ele tão bonitinho que coloquei aqui

 •Cantinho da Batata

Prato – Batata rostie recheada com camarão

Batata pré-cozida ralada grosseiramente, modelada em uma frigideira antiaderente com camarões salteados no azeite e requeijão cremoso.

 

Rua Manoel Turíbio de Farias

▪El Lorenzo

Prato – Ravióli de cordeiro ao sugo com hortelã

Massa caseira com molho de tomate fresco, recheada com cordeiro picado e molho de vinho branco.

▪ Salsa

Entrada – monte sua salada com folhas e grãos.

Monte sua própria salada com folhas orgânicas, variados grãos e frutas secas, ceviche de polvo. Regado a molhos especiais preparados pelo chef da casa exclusivamente para o festival.

▪ Bananaland

Prato – Camarões agridoce com purê de batata baroa e nirá 

Molho agridoce oriental, camarão grelhado, cebola e abacaxi. Receita exclusiva para o festival.

•Farias Grill

Sobremesa – Pêra do Farias

Pêra cozida no vinho branco com licor de anis, recheada com sorvete de creme. Banhada em calda de pêssego e morango fresco.

 

•Recanto do Sol

Prato – Chapa mista de frutos do mar

Camarões, lulas, mariscos, file de peixe, tomate, pimentão, cebola e aipim e temperos brasileiros. Salteado na chapa e refogados no azeite extra-virgem italiano

•Restaurante Boom

Prato – Rocambole de filet de dourado com recheio de camarão

Marinado no leite de côco. Perfumado com coentro fresco, salsa e cebolinha. Servido com cebola caramelada, pimentões coloridos flambados na manteiga. Acompanhamento opcional, arroz crocante – arroz branco agulinha, salteado no gergelim puxado no azeite. Receita exclusiva para o festival.

•Café  La Provence

Sobremesa – waffle La Provence

 Delicioso e crocante waffle de baunilha acompanhado de frutas frescas da época, ganache de chocolate e chantilly. É originário da Escócia.

•Bistrot Bellavere

Entrada – Tortino di Melanzana

Rodelas de Berinjelas grelhadas, ao molho de tomate fresco com alcaparras, anchovas;  azeitonas pretas e verdes, azeite de oliva sob filezinhos de peixe branco com base de pão caseiro.Receita exclusiva para o festival.

•Mr. Brad

Entrada – Fajitas de carne e frango

Clássico prato mexicano, composto por tortilhas de trigo recheadas com tirinhas filé mignon, frango e pimentão, cebola e tomate assados, servidas com molhos típicos.

•Restaurante do David

Entrada – pastel de camarão

Não está no cardápio e é servido somente para os clientes habitués da casa. Massa de pastel sequinha e crocante com óleo de camarão, azeite extra-virgem, salsinha, cebolinha e recheado com porção generosa de camarões.

▪Mineiro Grill

Sobremesa – Torta de mousse de chocolate com sorvete de creme

 

Deliciosa mousse feita com chocolate meio amargo, manteiga, ovos e açúcar. Acompanha uma bola de sorvete de creme.

 

•Sabor cubano

Prato – Habana

Composto de camarão com arroz e aromatizado com açafrão. Acompanha bananas chips, ervilhas frescas e o legítimo sabor cubano. Melhor ainda se acompanhado de um Mojito.

Buzin - Foto: Fábio Rossi / Divulgação

Buzin - Foto: Fábio Rossi / Divulgação

•Buzin

Entrada – Camarão ao coco com açafrão

Rico e extremamente gostoso. O uso do leite de côco temperado com o açafrão garante um aroma todo especial. O uso da lula e do camarão revela as sutis diferenças entre os dois ingredientes.

Porto da Barra

•Bar do Mangue

Prato – Filet de peixe grelhado com molho de funcho

Acompanha limão siciliano com batata rostie e espinafre. Receita exclusiva do festival.

▪ Bar dos Pescadores

Prato – Mix de frutos do mar ao Pescador

Purê de inhame, peixe branco ao  molho de aroeira, com camarões e lulas.Acrescido de molho de azeite de dendê  e leite de coco. Receita exclusiva para o festival.

•Captains Restaurante Asiático

Prato – Galeto laqueado a Pequim

Galeto recheado e com molho de laquê de anis. Uma versão buziana do tradicional prato Pato a Pequim. Receita exclusiva para o festival.

• Cafeteria Golden Fruit

Sobremesa – Brownie branco com nozes e macadâmia

Saboroso e nutritivo, recheado com colié de morango e sorvete de vanila. Receita exclusiva para o festival.

•Carioquice Bar e Restaurante

Prato – Feijoada de frutos do mar

Deliciosa e audaciosa combinação do feijão branco com frutos do mar e temperos caseiros.

•D´Jabour

Prato – Maghreb com ervas, camarão e lulas

Da cozinha marroquina. Feito com ervas vindas do Marrocos. O molho sofre redução para cortar a acidez dos frutos do mar. Tudo regado com azeite extra-virgem caseiro e artesanal. Receita exclusiva para o festival.

•Pizzaria Famiglia Pizzi

Entrada – Gamberetti ao pesto basílico

Uma combinação excitante de farofa de pão, com camarão, pepino ralado e o doce perfume do suave limão siciliano. Completando, um molho pesto de azeite de camarão. Sucesso garantido. Receita exclusiva para o festival.

No último dia, o sol abriu

No último dia, o sol abriu

•Escritório

Entrada – Escondidinho de carne seca com abóbora

Comida de boteco, feito com purê de abóbora especialmente preparado com temperos especiais, creme de leite e gorgonzola e no recheio catupiry e carne seca.

•Primitivo

Prato – Camarão ao bisque

Camarão grelhado acompanhado de risoto com crispi de alho poró ao molho bisque – molho saboroso com base de casca de lagosta, camarão e ervas aromáticas. Receita exclusiva para o festival

•Quadrucci

Entrada – Cogumelos paris gratinados – recheados com gorgonzola e ragu de cogumelos

A entrada mais tradicional do restaurante e também a que tem o maior número de fãs. Uma ótima amostra da excelente culinária do Quadrucci.

Zuza

Prato – Salada de Ravióli de Ementhal e Pistache; Folhas, Legumes e Molho de Frutas Cítricas.

Raviólis caseiros recheados com queijo ementhal e pistache em salada de radiccio, frisée, aspargos, abobrinhas grelhadas, chips de presunto cru e molho de tangerina, siciliano e orégano fresco. Receita exclusiva para o festival.

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Leia também – dicas para o réveillon de Búzios

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Welcome to Venice Beach

Welcome to Venice Beach

Fiquei pensando qual seria a melhor forma de colocar os posts sobre esse monte de lugares que eu visitei na viagem. Poderia escrever dia a dia, seguindo uma ordem cronológica. Mas aí ví que eu ia cansar os meus inúmeros leitores com informações sobre NY antes de chegar a LA e SF. Resolvi então que ia seguir o meu humor e postar o que vier na cabeça. Depois vou linkando um post a outro para quem quiser usar as informações e montar um roteiro de viagem. Olhando as fotos, me deu vontade de escrever sobre as praias de Venice e Santa Mônica, um dos meus lugares favoritos em LA. Então vamos lá…

Mas antes, assista ao vídeo do passeio na TV Sem Destino:

Venice Pier - clique para ampliar a imagem

Venice Pier - clique para ampliar a imagem

O dia começou com um belo café da manhã no King Road’s Cafe, indicação da Isabela, que já morou na Califórnia e ficou falando do bendito lugar por dias. Realmente a comida é ótima (meio pesada para a primeira refeição do dia, mas nos States isso é normal). A frequência também dá o charme do lugar… só gente bonita. O preço acompanha a fama.  USD 45 não é lá muito barato para um desayuno, mas no dia seguinte você compensa comendo uma panqueca no IHOP, ou um muffin no Mc Donald’s.

King Road's Cafe

King Road's Cafe

Com a pança cheia, lá fomos nós gastar as (muitas) calorias adquiridas no King Road’s com uma bela andada/pedalada pelas praias de Venice e Santa Mônica. Pagamos USD 10 para estacionar o nosso conversível em frente à praia de Venice. Sim, eu estava me sentindo rico quando cheguei à LA e aluguei um Chrysler Sebring conversível para curtir o sol californiano. O upgrade saiu pela metade do preço, desconto oferecido pela locadora Dollar àqueles que voam pela American Airlines. Se você quiser fazer essa loucura mesmo sem ter viajado pela AA, não tem problema… minta. Eles não pedem para ver a passagem (uma observação, o carro foi devidamente trocado por um de menor valor assim que eu me toquei da maluquice que havia feito).

O conversível durou dois dias

O conversível durou dois dias

Um breve passeio pelo pier de Venice, uma olhadinha na arquitetura das casinhas à beira-mar e, com o coco rachado pelo sol, fomos dar um mergulho. Mesmo no verão, a água do mar na Califórnia é beeeem fria, mas nada que um carioca acostumado ao gelo  das praias do Rio quando bate o vento de leste não tire de letra. Demos um passeio também pelas ruas de dentro, com seus inúmeros restaurantes e surf shops, e seguimos para a missão do dia: pedalar do pier de Venice ao de Santa Mônica, um senhor que completaria 100 anos com uma grande festa dali a três dias (para saber mais sobre o aniversário do pier, leia este post no blog da amiga Lúcia Malla).

Parabéns para você...

Parabéns para você...

O aluguel das duas bicicletas ficou a USD 40 por cerca de três horas, tempo mais do que suficiente para pedalar os quatro quilômetros e meio entre as duas praias. Poderíamos também ter alugado uma bicicleta para dois, um triciclo, um skate e até um Segway, aquele negócio tipo um patinete motorizado que você controla com o balanço do corpo (USD 75 por duas horas. É obrigatório um depósito de segurança de USD 250 feito no cartão de crédito).

Just Cruisin`

Just Cruisin`

O mais legal do passeio, porém, está no primeiro trecho, ainda em Venice, onde fica uma feira com tudo quanto é tipo de coisa… e gente. De caveiras artesanais mexicanas a freak shows com tartarugas de duas cabeças, passando por música ao vivo, DJs, grafiteiros, lojas de artigos para a galera da fumaça, gente fantasiada, tatuada e muito mais. Perdi algumas horas ali, só pareciando o movimento. Eu gosto muito de museus, mas realmente o que mais me facina é a rua, as pessoas e a arte que vem disso, espontaneamente.

Freak out! Le Freak, C'est Chic

Freak out! Le Freak, C'est Chic

Things you only see in Venice

Things you only see in Venice

 

Continuamos pedalando rumo ao pier de Santa Mônica, notando a mudança de clima entre uma praia e outra. Venice é dos malucos, Santa Monica, dos ricos. Dá para notar isso nos estacionamentos, nas construções à beira-mar, na frequência na praia. Chegando ao aniversariante centenário, mais uma vez paramos para ver as pessoas. Skatistas tentavam descer as escadas de ollie, gente feia e bonita passando, crianças… muitas crianças. Na ponta do pier há um parque de diversões, com montanha-russa, roda-gigante (USD 15 o passeio), carro de bate-bate e muitas brincadeiras. Há também diversos restaurantes (a maioria fast food) e banheiros. Ahhh… há também uma diminuta área onde se pode fumar, já que em toda a extensão de praia naquela região o tabaco é proibido.

Santa Monica Pier

Santa Monica Pier

 

Skateboarding...

Skateboarding...

 

No final, pedalamos o caminho de volta… eu feliz por ter conhecido esse lugar tão eclético e animado e a Isabela, por poder relembrar sua fase californiana.

Aqui vão algumas dicas para você curtir a sua visita às praias:

Restaurantes:

Venice:

Café Brasil – não costumo indicar restaurantes de comida brasileira, até porque quem viaja que conhecer outros sabores, mas esse aqui vale a pena.
10831, Venice Blvd.

Primitivo Wine Bistro  – Sente no pátio na parte de trás do restaurante, mais aconchegante e sem o barulho do happy hour, e peça um dos muitos pratos mediterrâneos da casa.
1025, Abbot Kinney Blvd.

James’ Beach – Modern American confort food é o que eles servem. O que isso significa? Um suculento N.Y. Stake, muita coisa com bacon e alguns frutos do mar.  Peça o peixe com shiitake e pure de batatas com wasabi.
60 N, Venice Blvd

Roosterfish – Bar gay com mesa de sinuca, pinball, dardos e video games.
1302, Abbot Kinney Blvd

The Otheroom – com filiais em outros cinco pontos badalados dos Estados Unidos, como o SoHo em NY, este bar apoia os artistas locais, expondo e vendendo suas obras à clientela.
1201, Abbot Kinney Blvd

Venice recreation center

Venice recreation center

Aluguel de bicicletas e afins:

Venice Bike & Skates
21 Washington Boulevard, Venice, CA 90292
(310) 301-4011

Manny’s Low Rider Bikes
1613 Lincoln Boulevard, Venice, CA 90291
(310) 306-3452

M D R Bikes
2472 Lincoln Boulevard, Venice, CA 90291
http://www.helenscycles.com
(310) 306-7843

A arte está nas ruas

A arte está nas ruas

Artes:

Venice:

G2 Gallery – especializada em fotos da natureza
1503, Abbot Kinney Blvd

Eletric Lodge – Centro de artes visuais e performáticas que investe no meio-ambiente.

Venice Art Walls – durante todo o ano, grafiteiros são convidados a pintar muros e paredes espalhados pela praia.

Santa Monica:

Powerhouse Theather – peças tradicionais. Até o final de setembro, Julio Cesar, de Sheakspeare.
3116, 2nd St

Santa Monica Museum of Art – SMMoA – Arte contemporânea
2525, Michigan Ave

Bergamot Station – O maior complexo de artes e centro cultural da Califórnia.
2525, Michigan Ave building A3

Veja mais galerias de arte em Santa Monica

Quem lembra? Zoltar, máquina do filme `Big`

Quem lembra? Zoltar, máquina do filme `Big`

Setor de fumantes - Sta.Monica
Setor de fumantes – Sta.Monica

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Já pensou em comer sentado em uma privada? Ou no escuro, sem conseguir enxergar um palmo à sua frente? Que tal então sentar em uma cadeira de gelo, comendo em uma mesa de gelo, com copos de gelo e tal? Ou ainda, saborear um sushi diretamente da barriga de um corpo aberto com sangue para todos os lados??? Pois é, alguns restaurantes fazem de tudo para se diferenciar da concorrência (será que o intuito é desviar a atenção de uma péssima comida? Acho que não). Selecionei aqui os mais estranhos que eu consegui achar, mas se você tiver alguma dica, mande para nós.

Buns & Guns – Beirute, Líbano

Buns & Guns

Começamos por Beirute, Líbano, um lugar conhecido por suas escaramuças com Israel e por dar nome a um famoso sanduiche aqui no Brasil. Segundo o gerente do lugar, Yussef Ibrahim, o tema militar reflete o clima da cidade durante a guerra de 2006 com o país vizinho. A decoração, os nomes dos pratos no menu e até o som de helicópteros tocando constantemente poderiam deixar os clientes incomodados, mas, ainda segundo Yussef, a maioria se diverte com o clima do local. Você pode pedir um sanduiche de carne M16 Carbine, um Mortar burguer, ou uma Terrorist meal (que, por acaso, é vegetariana). O slogan na fachada do restaurante mostra bem o que o cliente vai encontrar neste restaurante: ‘Sandwiches can kill you’.

Cannabalistic Sushi – Tóquio, Japão

Cannabalistic Sushi

Cannabalistic Sushi

Já que falamos em morte, vamos continuar no tema aqui… Quem se lembra daquele quadro do Faustão onde celebridades comiam sushi em cima do corpo de mulheres nuas? Pois isso é uma ‘tradição’ no Japão e tem até nome: ‘Nyotaimori’, algo como ‘prato de corpo feminino’. Mas esse restaurante leva este conceito um degrau acima. Aqui, um corpo comestível, com uma ‘pele’ feita de massa e o ‘sangue’ de molho é levado de maca até a mesa de hospital onde você estará sentado. A garçonete/enfermeira começa o serviço cortando o corpo com um bisturi, para que os clientes possam começar o banquete/cirurgia.

Modern Toilet – Taipei, Taiwan

Modern Toilet

Modern Toilet

Continuando a seção nojeira, passamos à escatologia. Não consigo me imaginar comendo sentadão na privada, enquanto converso com os meus amigos. Mas essa é a ideia por trás do modern toilet, um imenso banheiro coletivo onde você pode apreciar iguarias como um bolo de chocolate em forma de fezes (ou cocô, não sei o que soa pior) servidos em privadas tamanho miniatura. Os guardanapos são rolos de papel higiênico pendurados sobre as mesas e as bebidas vêm em pequenas comadres. Fico me perguntando apenas se há banheiros no restaurante, ou se podemos apenas… deixa pra lá.

Cabbages and Condoms – Bangkok, Tailândia

Cabbages and Condoms

Cabbages and Condoms

Fico pensando se os dois restaurantes anteriores não fazem você perder a fome… vamos então mudar de assunto e falar do único restaurante do mundo dedicado ao controle de natalidade. Aqui, em vez de balinhas de menta na saída, você recebe uma camisinha. O slogan, bordado nas camisetas à venda na loja de souvenirs, dá o tom: ‘Our food is guaranteed not to cause pregnancy’, algo como, nossa comida não engravida. Experimente uma ‘Spicy condom salad’ e ajude a manter a Population and Community Development Association (PDA).

Hitler’s Cross – Mumbai, Índia

Hitler’s Cross

Hitler’s Cross

Voltando ao tema militar, vamos à Índia, em um restaurante onde a suástica é o logotipo e o tema do lugar. O lugar causou reações enfurecidas da sociedade quando abriu, em agosto de 2006. Na entrada, há um enorme pôster de Hitler, e a letra ‘o’ no letreiro luminoso é decorado com o símbolo do nazismo. Apenas uma semana depois de abrir, o restaurante teve que mudar o nome para ‘The cross’, e mudar a decoração nazista.

Shaoshan Chong – Nanning, China

Shaoshan Chong

Shaoshan Chong

Se na Índia o tema era Hitler e o nazismo, na China o tema é, claro, Mao Tse Tung e seu exército vermelho. Aqui os clientes são servidos por garçons vestidos com uniformes da Guarda Vermelha, o exército formado pelo líder comunista durante a Revolução Cultural (1966-1976).

Maid Cafes – Tóquio, Japão

Maid Cafes

Maid Cafes

Acho que esse vai cair mais no gosto do homens: um restaurante para aqueles com fetishe em mulheres com uniforme de empregada. Há vários deles espalhados por Tóquio, incluindo um chamado ‘@home’. Meninas risonhas, vestidas em uniformes de empregada no melhor estilo dos mangás, chamam seus clientes de ‘patrão’ e acariciam suas cabeças como se fossem bebês. A comida aqui não é a atração principal (acho que vocês já notaram isso) e geralmente não é das melhores, além de cara (quem vai ligar para isso quando você tem uma garçonete vestida em um uniforme sexy e te reverenciando????). Mas a brincadeira aqui vai além, e as garçonetes podem (por uma taxa, é claro) fazer algumas brincadeiras, sendo uma delas, limpar os seus ouvidos.

Robot-Staffed Restaurant – Nuremburg, Alemanha

Robot-Staffed Restaurant

Robot-Staffed Restaurant

Do fetishe das empregadinhas japonesas para a impessoalidade dos robôs alemães. Bem que eles poderiam juntar as duas ideias e colocar uma robô vestida de empregada, como em Os Jetsons, mas eles não foram tão criativos. Em vez disso, era apenas um restaurante com tudo automatizado… os clientes faziam seus pedidos em uma tela sensível ao toque e, momentos depois, a comida escorregava por uma espiral colocada no centro da mesa. A economia em gorjetas parecia ser um apelo, mas a ideia não deu certo e o restaurante fechou um pouco depois de abrir.

The New Lucky Restaurant- Ahmadabad, Índia

The New Lucky Restaurant

The New Lucky Restaurant

Após uma respirada, voltamos à Índia e às bizarrices. Fazer as suas refeições cercado por caixões em um restaurante temático é uma coisa… mas e quando esses caixões realmente têm pessoas mortas dentro. Pois no New Lucky, é isso que você vai encontrar. O estabelecimento começou como uma casa de chá do lado de fora de um antigo cemitério muçulmano e, com os anos, cresceu até um fazer parte do outro. As covas ficam entre as mesas e muitas vezes têm velas em cima, homenageando o morto que ‘reside’ no local. O negócio vai muito bem, obrigado, e os donos dizem que os mortos trazem sorte.

Eternity – Truskavets, Ucrânia

EternityEternity

Quando um grupo de pessoas que trabalham em funerárias resolvem lançar um restaurante, você já pode imaginar o que vai sair. O Eternity nada mais é do que uma grande construção de madeira em formato de caixão… ah, sem janelas, claro. Para os claustrofóbicos, não é lá uma boa pedida. O menu inclui pratos com nomes como ‘let´s meet in paradise’.

The Hellfire Club – Manchester, Inglaterra

The Hellfire Club

The Hellfire Club

Com uma decoração gótica e feita para dar calafrios, esse não é o tipo do local onde você espera encontrar uma refeição de boa qualidade, mas o pessoal diz que aqui a comida é excelente (ou di-vi-na, como estava nos comentários sobre o local). O restaurante fica em uma casa supostamente mal-assombrada do século 19 e parece mais um calabouço, com esqueletos, caixões e candelabros de luz vermelha. O menu inclui os pratos ‘Kiss of the Vampire’ e ‘Cannibal Holocaust’.

Vampire Café – Tóquio, Japão

Vampire Café

Vampire Café

Só para não sair do tema, vamos para este restaurante de Tóquio, com suas paredes vermelho-sangue, cortinas de veludo, caixões pretos respingados de vela, esqueletos e cruzes.

Christon Café – Tóquio, Japão

Christon Café

Christon Café

Os católicos podem até achar profano e não gostar muito, mas o tema deste restaurante é bem mais ameno do que os anteriores. A decoração dos restaurantes da rede Christon dá um toque gótico às imagens católicas, com a Virgem Maria na entrada, estatuas de santos, vitrais, um altar e gárgulas (aquelas imagens de, sei lá, pequenos demônios, que você pode encontrar no topo de prédios em Nova York… para saber mais, clique aqui). Parece que aqui a comida também é muito boa e os preços, razoáveis.

Hobbit House – Manila, Filipinas

Hobbit House

Hobbit House

Para mim, que sou baixinho, este restaurante deve ser o máximo. Bem antes da trilogia ‘O rei dos anéis’ estrear nos cinemas, a Hobbit House foi fundada por Jim Turner, um fã dos livros de J.R.Tolkein. Mas não ache que este é o tema do lugar… a atração aqui são ‘os menores garçons do mundo’. E não se preocupe com o politicamente correto, aqui eles não se incomodam de ser chamados de hobits.

Deixei para depois escrever sobre os restaurantes onde você come na escuridão total e aqueles feitos completamente de gelo. Os dois temas estão na moda, então merecem um post só para eles.

Leia os outros posts da série ‘Lugares diferentes’

‘Lugares diferentes: para quem não tem medo de altura’

‘Albergues diferentes: do gigante dos céus aos cubículos de Londres’

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wartime_drive_inQuem se lembra dos bons e velhos drive-ins? Se você tem menos de, sei lá, 25 anos, dificilmente já terá ido a um. Sei que em algumas cidades ainda existe, mas realmente não sei onde. Há também um outro tipo de drive-in, mas esse você não vai querer ir com a família. São os moteis drive-in, uma opção mais barata, e menos confortável, dos hotéis do sexo, onde a sua cama é o banco de trás do carro, mas aí os filmes não são a atração principal.

Pois bem, após montar uma  mega roda-gigante em frente à praia, o Forte de Copacabana resolveu inovar outra vez, trazendo o passado para o presente. Digamos que é uma atração vintage.

As pessoas poderão assistir a filmes dentro de carros antigos, comendo belisquetes que tenham a ver com o longa em cartaz. A inauguração será em junho e faz parte do festival  gastronômico Degusta Rio, um encontro de chefes de cozinha que acontecerá entre os dias 4 e 7 do mês.

drivein

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Pedro Serra

Como falei sobre o Movimento Slow Food no meu post anterior, achei que seria legal explicar o que realmente é isso. O movimento não significa uma certa bahianidade no ato de servir (que os bahianos me desculpem o estereótipo, mas não fui eu que criei. Não posso fazer nada), mas é uma resposta aos fast foods da vida, com suas comidas industrializadas, gordurosas e que mudaram os hábitos alimentares das pessoas, levando-as a não mais ter o hábito de sentar-se a mesa e apreciar o ato de comer.

 

A filosofia do Slow Food é a de que todos têm o direito de comer bem, e a responsabilidade de defender a herança culinária, as tradições e culturas que tornam possível esse prazer. A intenção é devolver ao alimento a sua dignidade cultural, e para isso a ecogastronomia é a chave. Os adeptos do movimento defendem um novo modelo de agricultura e o uso sustentável da biodiversidade, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção. Além disso, são co-produtores, pois são parceiros no processo de produção dos alimentos que consomem.

 

Fundado na Itália em 1986, o movimento hoje é uma associação sem fins lucrativos, com mais de 80 mil membros e escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, além de apoiadores em 122 países. No Brasil, os Convivia – núcleos locais do Slow Food – estão presentes nas cidades de Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belém (PA), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Pirenópolis (GO), Montes Claros (MG), Piracicaba (SP) e Tiradentes (MG). Além dos Convivia, existem atualmente 59 comunidades do alimento distribuídas em todas as partes do Brasil, e a Fundação Slow Food para a Biodiversidade atua na proteção de alimentos 100% nacionais, de sabores esquecidos e ameaçados de extinção. Na lista encontram-se alimentos como o arroz vermelho, o babaçu e a farinha de batata doce krahô (se alguém já tiver ouvido falar deles, ganha um prêmio do blog).

Para saber mais: http://www.slowfoodbrasil.com/