Turistas em laje no morro Pavão-Pavãozinho - Foto: Pablo Jacob / Extra

Turistas em laje no morro Pavão-Pavãozinho - Foto: Pablo Jacob / Extra

Depois de muita ponderação sobre onde ia passar o meu réveillon (afinal, como eu dou muitas dicas, acabo com muita informação na cabeça, fica difícil decidir), acabei optando pelo óbvio, simples e barato… praia de Copacabana. A festa como sempre estava linda, praia lotada, com aquela mistureba de gente feliz, bêbada, bonita, feia, rica, pobre, turistas, travestis, crianças… todo mundo se divertindo junto. Não vi confusão, parecia estar tudo organizado… até que veio a hora dos fogos. Decepção. Não sei se eu ainda carrego na minha memória os bons tempos quando os fogos saiam da areia e explodiam bem em cima das nossas cabeças, mas o fato é que começou bem devagar, tão devagar que eu esqueci de dar “feliz ano novo” aos meus amigos. O tal do sincronismo tão anunciado, causou no meu grupo ali na areia (e em muitas outras pessoas com quem eu conversei depois) a sensação de que algo estava por vir, mas nunca vinha. Descobri depois que eu estava no lugar errado, longe dos palcos e tal, e que quem passou a virada mais no meio da praia, não teve o que reclamar.

Segundo os jornais, apareceram no céu imagens do Cristo Redentor e do Pão de Açucar… eu não vi nada disso. Para o secretário municipal de Turismo, Antônio Pedro “a avaliação foi a melhor possível”.  A leitora aqui do blog Debora Fridman concordou: “Os fogos foram MARAVILHOSOS, INDESCRITÍVEL”, comentou ela, assim mesmo, em caixa alta.

Lendo aqui os jornais, vi que nenhum incidente grave foi registrado. Umas 800 pessoas foram atendidas nos postos médicos, a maioria bêbados com intoxicação alcoólica, ou que tiveram machucados leves. Quem teve trabalho mesmo foi o pessoal da Comlurb, que recolheu 522 toneladas de lixo (11% a menos que no ano passado). Clique para ver as fotos do dia seguinte na praia de Copacabana.

Um réveillon diferente foi comemorado nos morros Dona Marta e Pavão-Pavãozinho, recentemente pacificados pela polícia. Com uma belíssima vista do Rio de Janeiro, muitos gringos subiram a favela para apreciar a queima de fogos de um lugar antes proíbido. O fotógrafo do Extra Paulo Jacob acompanhou a festa na casa de Dona Azelina, que recebeu 30 turistas na laje do seu barraco no Pavão-Pavãozinho para a virada (clique aqui para ver as fotos).

Estou preparando um post com a opinião dos queridos leitores do Sem Destino sobre as festas de réveillon pelo Brasil, se você quiser participar, deixe o seu comentário neste post. Se quiser mandar foto, deixe o seu email no cometário para eu entrar em contato.

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