a quarta morte da temporada

CVC Soberano: a quarta morte da temporada

Alguém pode me explicar o que está havendo com os cruzeiros esse ano? A morte do estudante e empresário Diego Mendes Oliveira, de 27 anos, ocorrida na madrugada deste sábado no navio Soberano, fretado pela CVC, já é a quarta  da temporada, isso sem falar nos casos de pessoas ficando doentes a bordo e de tíquetes falsificados. Antes de falarmos sobre mais essa morte, vamos relembrar os casos desta temporada negra.

Isabella Baracat

Isabella Baracat

Tudo começou com a morte da estudante de direito Isabella Baracat Negrato no Cruzeiro Universitário do MSC Opera, no dia 20 de dezembro. Me guiando pelos comentários aqui no blog, foi uma fatalidade, um caso isolado e tal.  Mas, um pouco depois, no dia 5 de janeiro,  Aline Mion Almeida, de 32 anos, morreu a bordo do MSC Sinfonia quando este se aproximava de Recife. A jovem, que era portadora de distrofia muscular degenerativa e usava cadeira de rodas para se locomover, viajava na companhia dos pais e de uma enfermeira. Como a morte ocorreu a bordo, a Polícia Federal está tomando conta do caso.

‘Inicialmente, em função dos depoimentos preliminares já tomados e do histórico de saúde da vítima, estamos trabalhando com a possibilidade de morte natural’, disse Giovani Santoro, assessor da PF. Segundo os tripulantes, os pais de Aline teriam afirmado que ela tinha sentido muitas dores na noite anterior a sua morte. A jovem chegou a ser atendida pelos médicos, mas já estava morta.

A bruxa realmente estava solta nos navios da empresa italiana e, no dia 09 de janeiro, a gaúcha Clony Resende, de 74 anos, morreu a bordo do MSC Música. A assessoria de imprensa da empresa disse que ela teve uma parada cardíaca. Mais uma vez, uma fatalidade. Uma senhora de idade avançada que talvez já sofresse de problemas de saúde e acabou por morrer no cruzeiro, como poderia ter morrido no meio da rua.

MSC Música

MSC Música

Só os casos de Isabella, Aline e Clony, mesmo sem que a MSC Cruzeiros tivesse culpa, já seriam uma senhora mancha na reputação da empresa. Mas não parou por aí. No dia anterior, 08 de janeiro, um surto de gastroenterite havia atacado 400 dos 2700 passageiros do MSC Sinfonia. E este pode não ter sido o primeiro caso: cerca de 50 passageiros que estiveram no mesmo navio durante um cruzeiro realizado entre os dias 4 e 12 de dezembro, no trajeto Ilhabela-Punta Del Leste (Uruguai), afirmaram que muitas pessoas também passaram mal durante a viagem.

MSC Sinfonia

MSC Sinfonia

Desta vez, no cruzeiro que saiu do Rio no dia 2 de janeiro, os passageiros começaram a passar mal no porto de Recife. O problema aumentou em Maceió e o navio teve que ficar mais de um dia em Salvador para os atendimentos médicos e para ser inspecionado pela Anvisa.  No dia 16, a Anvisa divulgou um laudo isentando a MSC de qualquer culpa, dizendo que o problema foi causado por um Norovírus, que tem os mesmos sintomas da gripe (saiba mais sobre o vírus e porque é comum sua incidência em navios de cruzeiro). O estrago, porém, já estava feito.

Embarque do MSC Sinfonia

Embarque do MSC Sinfonia

Para completar a maré de azar da empresa, 96 pessoas que iam embarcar para uma viagem no mesmo MSC Sinfonia para a argentina no dia 10 de janeiro descobriram, ao tentar embarcar, que os bilhetes que haviam comprado por R$ 5 mil eram clonados e que seus nomes nem contavam na lista de passageiros. 20 pessoas registraram queixa por estelionato na 12 DP (Copacabana) contra a agência de viagens Porto Rio, que havia vendido as passagens (detalhe, no site da emprea está escrito: ‘turismo com confiança e credibilidade’). Em nota (a assessoria de imprensa deles deve estar trabalhando bastante), a MSC informou que teve os tíquetes de 25 cabines falsificados.

E então chegamos ao caso do estudante e empresário Diego Oliveira, 27 anos, morador de Santo André, que embarcou no dia 10 de janeiro para um cruzeiro de sete dias pelas praias do Nordeste no navio Soberano, fretado pela CVC. Diego começou a passar mal na quinta-feira, dia 16, com sintômas de febre, vômitos e diarréia, e foi atendido por médicos na cabine. O rapaz melhorou, comeu, mas no dia seguinte começou tudo de novo, desta vez reclamando também de dores nas pernas. Ele foi removido para o centro médico do navio, onde veio a falecer.

[atualização: ‘Mais uma morte em navio de cruzeiro. Já é a quinta da temporada’]

Informações do Estadão:

Segundo informou neste sábado o delegado Moyses Eduardo Ferreira, da Polícia Federal, todos os procedimentos médicos foram tomados no interior do navio para salvar o passageiro. “Dentro da embarcação não houve queixas de mal-estar generalizado, o que caracterizaria uma intoxicação”, disse, lembrando que deve-se levar em conta o que o empresário teria ingerido durante as paradas do navio.

Alguns companheiros de viagem de Diego informaram que o grupo teria consumido ostras em Salvador, mas que somente ele passou mal. De acordo com o delegado Moyses, não se pode generalizar “que está havendo um cruzeiro de mortes”, em razão dos quatro óbitos, porque esses navios carregam um universo de 4 a 5 mil pessoas, das idades mais variadas e em diversas situações.

O delegado defendeu muito bem as empresas de serem crucificadas, até porque, talvez nem tenha sido culpa delas, mas que é muito estranho é. Também não sei se está havendo ‘um cruzeiro de mortes’, mas o fato é que já foram quatro, fora os inúmeros problemas. Eu não lembro de já ter havido uma temporada tão ‘agitada’ assim.

O Fantástico fez uma matéria com jovens consumindo drogas no último cruzeiro ‘Vibe on board’… assista ao vídeo e comente no post ‘Fantástico filma venda de drogas em cruzeiro de música eletrônica’

E você, acha que está havendo um ‘cruzeiro de mortes’ ou os casos foram fatalidades? As empresas teriam culpa nesses casos? Clique aqui e deixe o seu comentário.

Quer dicas sobre como curtir um cruzeiro sem problemas, visite o post ‘Singrando os mares’

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