Pedro Serra

Como falei sobre o Movimento Slow Food no meu post anterior, achei que seria legal explicar o que realmente é isso. O movimento não significa uma certa bahianidade no ato de servir (que os bahianos me desculpem o estereótipo, mas não fui eu que criei. Não posso fazer nada), mas é uma resposta aos fast foods da vida, com suas comidas industrializadas, gordurosas e que mudaram os hábitos alimentares das pessoas, levando-as a não mais ter o hábito de sentar-se a mesa e apreciar o ato de comer.

 

A filosofia do Slow Food é a de que todos têm o direito de comer bem, e a responsabilidade de defender a herança culinária, as tradições e culturas que tornam possível esse prazer. A intenção é devolver ao alimento a sua dignidade cultural, e para isso a ecogastronomia é a chave. Os adeptos do movimento defendem um novo modelo de agricultura e o uso sustentável da biodiversidade, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção. Além disso, são co-produtores, pois são parceiros no processo de produção dos alimentos que consomem.

 

Fundado na Itália em 1986, o movimento hoje é uma associação sem fins lucrativos, com mais de 80 mil membros e escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, além de apoiadores em 122 países. No Brasil, os Convivia – núcleos locais do Slow Food – estão presentes nas cidades de Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belém (PA), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Pirenópolis (GO), Montes Claros (MG), Piracicaba (SP) e Tiradentes (MG). Além dos Convivia, existem atualmente 59 comunidades do alimento distribuídas em todas as partes do Brasil, e a Fundação Slow Food para a Biodiversidade atua na proteção de alimentos 100% nacionais, de sabores esquecidos e ameaçados de extinção. Na lista encontram-se alimentos como o arroz vermelho, o babaçu e a farinha de batata doce krahô (se alguém já tiver ouvido falar deles, ganha um prêmio do blog).

Para saber mais: http://www.slowfoodbrasil.com/

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