
Funafuti, Tuvalu
Você já pensou em visitar as ilhas Tebua Tarawa and Abanuea, em Kiribati? Ou então Tuvalu? Ou ainda, as Maldivas? Bom, se você respondeu sim, é melhor de apressar. Muitas pessoas fazem listas de `lugares para se visitar antes de morrer`, pois bem, está é uma lista de `lugares para se visitar antes que as mudanças climáticas causem a elevação do nível do oceano e você fique a ver navios`. O nome é longo e não tão bacana quanto o outro, mas me assusta ainda mais. Imagina você, aos poucos, ver lugares lindíssimos irem desaparecendo, como em uma mágica de David Copperfield.
Não costumo falar sobre esse tipo de coisa aqui no blog. Não, não sou nem um pouco engajado e tenho até um motivo meio covarde para isso. Odeio pensar que algo assim um dia possa acontecer, então evito ver documentários como `Uma verdade inconveniente`, de Al Gore. É a inconveniência de saber essa tal verdade que eu prefiro evitar, até porque moro no Rio de Janeiro e trabalho em jornal, e assim, sou bombardeado por outras verdades inconvenientes, como pobreza, crime e políticos ladrões, todos os dias. Mas isso não quer dizer que não faça a minha parte: reciclo, não desperdiço água, não largo as luzes acesas, só jogo lixo no lixo, deixo o meu carro reguladinho e já até plantei árvores. Abri uma exceção hoje para me juntar a milhares de blogueiros ao redor do mundo no Blog Action Day, evento anual onde temas cabeludos, como meio ambiente e pobreza são discutidos. O tema desse ano é aquecimento global, então, nada melhor do que falar sobre como isso afeta nós, viajantes.

Tuvalu
Tuvalu é um destino turístico que atrai milhares de visitantes por ano, que procuram relaxar em suas praias de areia branca e água azul, ou mergulhar. O problema é que o ponto mais alto desse arquipélago, formado por uns 30 atóis e com uma população de cerca de 10 mil pessoas, fica a apenas 4,5 metros acima do nível do mar, sendo que a maior parte não chega a dois. Como as previsões dos cientistas dão conta de uma elevação de cerca de 1 metro até 2100, poucas áreas permaneceriam acima da linha d’água. A situação nas cerca de 1,2 mil pequenas ilhas das Maldivas’, onde vivem cerca de 400 mil pessoas, é a mesma. Tebua Tarawa and Abanuea, duas ilhas do Kiribati, estado que faz fronteira com Tuvalu, já são um caso perdido. As duas ilhas, por sorte inabitadas, já desapareceram. Ironicamente, Abanuea quer dizer algo como `a praia que vai durar para sempre`. Logo ao lado, as Ilhas Marshal também vêm sofrendo com a erosão.
A situação é tão crítica que os governos de Tuvalu e Ilhas Maldivas vêm procurando um lugar para alojar seus habitantes. As maldivas inclusive criaram um fundo, com dinheiro proveniente do turismo, para comprar um pedaço de terra na Índia ou no Sri Lanka. O governo ainda anunciou que, até 2020, pretende chegar a emissão de carbono zero. Não que vá fazer muita diferença, já que o país responde por 0.1 % do total de emissões (não preciso nem dizer que Estados Unidos e China são os maiores poluidores, certo?). Mas a ideia é servir de exemplo para que outros países acompanhem.
A ideia de criar um país fora de seu território não agrada aos habitantes de Tuvalu, que ainda têm esperança de que a situação não chegue à esse extremo.
– Nós não queremos sair de Tuvalu. É a nossa casa e nós amamos. Temos que dar um jeito para que as pessoas deste país continuem morando aqui, em paz. Acreditamos que ainda há uma chance de reverter o aquecimento global. Ainda há tempo. Temos que fazer isso agora, antes que seja tarde demais, então temos que trabalhar com os países industrializados que estão causando isso. Esses problemas não foram causados por nós, mas, infelizmente, somos nós que sofremos as consequências – disse Panapasi Nelesone, secretário do governo de Tuvalu.
A perda de identidade de um povo que é obrigado a deixar o seu país é o que mais amedontra a radialista Fala Haulangi, que mora na Nova Zelândia:
– No final do dia, o que me preocupa é que um dia as pessoas vão me perguntar `de onde você é?`, e quando eu responder Tuvalu, eles vão perguntar onde fica. E eu vou ter que dizer `bem, o país já não existe mais. Foi engolido pelo mar por causa do aquecimento global`. Então, a nossa cultura, identidade, tudo vai desaparecer. Podemos até nos reunir para comemorar o dia da independência, mas será indiferente. Será difícil aceitar que não estaremos mais no mapa.
Também será difícil para nós, viajantes, aceitar que alguns dos destinos de nossa `lista de lugares para ir antes de morrer` terão desaparecido antes de termos a chance de visitá-los. Minha dica então é, visite-os o mais rápidamente possível, e cuide para que outros não sigam o mesmo caminho.
Leia mais no blog da amiga Lúcia Malla – ‘Era uma vez Tuvalu’








Ser fiel vale a pena. Pelo menos é isso que eu penso sempre que consigo viajar usando minhas milhagens. Para quem viaja muito, saber que a cada três ou quatro vezes que você voar por uma companhia aérea vai conseguir uma outra passagem é um estimulo. Pesquisando preços de hotéis e vantagens para a minha próxima viagem, vi que, além de ser fiel na poltrona de um avião, vale a pena ser fiel também traz vantagens na cama… de um hotel.




Começamos com a mais famosa de todas: Ivete Sangalo. A musa das micaretas vai se apresentar no Clube Espanhol, em Salvador, ao lado da Banda Eva. Os preços ficam em R$ 360 reais. Se você é estudante – ou tem uma daquelas carteiras falsificadas – divida esse valor por dois. Agora, se você está com bala na agulha, vá para o camarote, com bebida e comida liberados.
No famoso
Apesar do nome da festa, o réveillon Axé Moi, na Praia de Taperapuan – Porto Seguro não vai ter música bahiana. O som fica a cargo da banda mineira Jota Quest. 
Começamos com uma das mais famosas festas GLS da cidade, o réveillon da E.njoy, onde eu toquei há uns três anos. O pessoal organizou dois eventos para animar a galera.
Agora, para a galera que curte um trance europeu, junte os amigos e siga para a Barra, onde
No dia seguinte, tem a Cosmopolitan Conexão Internacional, que rola na boite The Week, uma das maiores do Rio, na Rua Sacadura Cabral, 154, Zona Portuária. No comando das pick ups, os DJ Chris Cox, Robix e Renato Cecin (SP). Na segunda pista da casa, os DJs Rafa Ariza acompanhado por Paulo Pacheco (SP) e Jeff Valle.
O número de albergues no Rio de Janeiro aumenta a cada ano, e o turista brasileiro começa a descobrir este tipo de hospedagem, mas muitos estabelecimentos estão em situação irregular.
Na Rua Barão da Torre, número 175, em Ipanema, existe uma vila com dez albergues. Apenas três constam dessa minha lista e, segundo informações que eu recebi de um dos proprietários, a maioria não tem a documentação necessária.
Rodrigo Leporage, 24 anos, proprietário do
Agora, o que leva uma pessoa a trocar o conforto de um quarto de hotel pelos quartos com beliche de um albergue? Encontrei Fernanda Paiva, de Fortaleza, no 











