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Funafuti, Tuvalu

Funafuti, Tuvalu

Você já pensou em visitar as ilhas Tebua Tarawa and Abanuea, em Kiribati? Ou então Tuvalu? Ou ainda, as Maldivas? Bom, se você respondeu sim, é melhor de apressar. Muitas pessoas fazem listas de `lugares para se visitar antes de morrer`, pois bem, está é uma lista de `lugares para se visitar antes que as mudanças climáticas causem a elevação do nível do oceano e você fique a ver navios`. O nome é longo e não tão bacana quanto o outro, mas me assusta ainda mais. Imagina você, aos poucos, ver lugares lindíssimos irem desaparecendo, como em uma mágica de David Copperfield.

Blog Action Day

Blog Action Day

Não costumo falar sobre esse tipo de coisa aqui no blog. Não, não sou nem um pouco engajado e tenho até um motivo meio covarde para isso. Odeio pensar que algo assim um dia possa acontecer, então evito ver documentários como `Uma verdade inconveniente`, de Al Gore. É a inconveniência de saber essa tal verdade que eu prefiro evitar, até porque moro no Rio de Janeiro e trabalho em jornal, e assim, sou bombardeado por outras verdades inconvenientes, como pobreza, crime e políticos ladrões, todos os dias. Mas isso não quer dizer que não faça a minha parte: reciclo, não desperdiço água, não largo as luzes acesas, só jogo lixo no lixo, deixo o meu carro reguladinho e já até plantei árvores. Abri uma exceção hoje para me juntar a milhares de blogueiros ao redor do mundo no Blog Action Day, evento anual onde temas cabeludos, como meio ambiente e pobreza são discutidos. O tema desse ano é aquecimento global, então, nada melhor do que falar sobre como isso afeta nós, viajantes.

Tuvalu

Tuvalu

Tuvalu é um destino turístico que atrai milhares de visitantes por ano, que procuram relaxar em suas praias de areia branca e água azul, ou mergulhar. O problema é que o ponto mais alto desse arquipélago, formado por uns 30 atóis e com uma população de cerca de 10 mil pessoas, fica a apenas 4,5 metros acima do nível do mar, sendo que a maior parte não chega a dois. Como as previsões dos cientistas dão conta de uma elevação de cerca de 1 metro até 2100, poucas áreas permaneceriam acima da linha d’água. A situação nas cerca de 1,2 mil pequenas ilhas das Maldivas’, onde vivem cerca de 400 mil pessoas, é a mesma. Tebua Tarawa and Abanuea, duas ilhas do Kiribati, estado que faz fronteira com Tuvalu, já são um caso perdido. As duas ilhas, por sorte inabitadas, já desapareceram. Ironicamente, Abanuea quer dizer algo como `a praia que vai durar para sempre`. Logo ao lado, as Ilhas Marshal também vêm sofrendo com a erosão.

A situação é tão crítica que os governos de Tuvalu e Ilhas Maldivas vêm procurando um lugar para alojar seus habitantes. As maldivas inclusive criaram um fundo, com dinheiro proveniente do turismo, para comprar um pedaço de terra na Índia ou no Sri Lanka. O governo ainda anunciou que, até 2020, pretende chegar a emissão de carbono zero. Não que vá fazer muita diferença, já que o país responde por 0.1 % do total de emissões (não preciso nem dizer que Estados Unidos e China são os maiores poluidores, certo?). Mas a ideia é servir de exemplo para que outros países acompanhem.

A ideia de criar um país fora de seu território não agrada aos habitantes de Tuvalu, que ainda têm esperança de que a situação não chegue à esse extremo.

– Nós não queremos sair de Tuvalu. É a nossa casa e nós amamos. Temos que dar um jeito para que as pessoas deste país continuem morando aqui, em paz. Acreditamos que ainda há uma chance de reverter o aquecimento global. Ainda há tempo. Temos que fazer isso agora, antes que seja tarde demais, então temos que trabalhar com os países industrializados que estão causando isso. Esses problemas não foram causados por nós, mas, infelizmente, somos nós que sofremos as consequências – disse Panapasi Nelesone, secretário do governo de Tuvalu.

A perda de identidade de um povo que é obrigado a deixar o seu país é o que mais amedontra a radialista Fala Haulangi, que mora na Nova Zelândia:

– No final do dia, o que me preocupa é que um dia as pessoas vão me perguntar `de onde você é?`, e quando eu responder Tuvalu, eles vão perguntar onde fica. E eu vou ter que dizer `bem, o país já não existe mais. Foi engolido pelo mar por causa do aquecimento global`. Então, a nossa cultura, identidade, tudo vai desaparecer. Podemos até nos reunir para comemorar o dia da independência, mas será indiferente. Será difícil aceitar que não estaremos mais no mapa.

Também será difícil para nós, viajantes, aceitar que alguns dos destinos de nossa `lista de lugares para ir antes de morrer` terão desaparecido antes de termos a chance de visitá-los. Minha dica então é, visite-os o mais rápidamente possível, e cuide para que outros não sigam o mesmo caminho.

Leia mais no blog da amiga Lúcia Malla – ‘Era uma vez Tuvalu’

Para quem estranhar este post em inglês com imagens do WordPress, a explicação: não tinha nada para fazer e resolvi entrar no concurso WordPress Logo Fun

For those of you who are thinking ‘what the freak is a bunch of weird WordPress logos doing in a travel blog?’, there goes the explanation. No, as much as I would like (and need) WordPress is not sponsoring this blog (well, in a way it is… since it is free and all. But they are not giving me any money for that)… The fact is I had nothing better to do in a cold, rainy night in Rio and decided to join in the WordPress Logo Fun contest for a chance to win a million dollars (ok… the million dollar thing is a lie I told myself so I could do a good job… I think they are only giving a tap on the back).

So… without futher ado, there goes my art…

Kiss my press

Kiss my press

Hope they are not too prude to accept this just because it has a nice press on a fine piece of… never mind.

Yes, we press!

Yes, we press!

WordPress and progress

WordPress and progress

For those of you who don’t know, the Brazilian Flag has the phrase `ordem e progresso`, wich means `order and progress` written in the middle… so ‘WordPress e progresso’ for everybody.

We salute salute WordPress

We salute salute WordPress

American soldiers salute the flag of the State of São Paulo with the logo of WordPress in it… nice mix.

WordPress Firefox

WordPress Firefox

 

South Korean WordPress

South Korean WordPress

I really like the flag of South Korea, with the Yin Yang thing, and the WordPress logo fits right in there…

So, there is my art… I know you might be thinking `damn, this guy is a professional` (yeah, right), but I am not… I am just a Brazilian with way too much time in my hands.

Mala pronta

Mala pronta

Eu tenho a feia mania de só arrumar a mala no último minuto antes da viagem… gosto da adrenalina de “estou esquecendo alguma coisa”, “não vai caber”, “cade a minha bóia de braço?”. Pois bem, viajo amanhã e as coisas ainda estão jogada pela casa. Deixei também para fazer este post aos 45 minutos do segundo tempo, avisando aos meus fiéis (cinco) leitores que eu vou viajar. Quem acompanha o Sem Destino no Twitter já sabia, mas aqui vai uma explicação com um pouco mais do que os 140 caracteres que eu posso usar lá.

O roteiro começa pela ensolarada Cancún (bom, a previsão do tempo diz que não vai estar tão ensolarada assim, mas quem acredita nessas coisas). A passagem pelo México não estava nos planos, até que surgiu um convite da empresa Royal Holiday para conhecer o lugar.  Deixo então o meu agradecimento à Patrícia, da agência de comunicação Burson-Marsteller, que incluiu este humilde blogueiro na lista dos agraciados, e à Royal Holiday por toda a atenção e por aceitar as minhas “exigências” (115 toalhas brancas, flores no quarto, frutas frescas e um hobby de chambre com o logo do Sem Destino bordado em dourado). Comigo estarão outros blogueiros não menos famosos (para falar a verdade, até mais… bem mais). São eles o Ricardo Freire, do Viaje na Viagem e que mantém uma coluna quinzenal na revista Época; o casal Fábio e Jana, do Jeguiando; a Lúcia Malla, do Uma Malla pelo Mundo; e a Sheila, do JBlog Passaporte.

Depois disso, começo um tour pelas costas americanas. Primeira parada, costa leste, para matar as saudades de Nova York. Depois, cruzo os Estados Unidos para conhecer a costa oeste, Los Angeles, Santa Bárbara, San Francisco, Carmel, Big Sur e aonde mais o carro que eu aluguei me levar. A ideia é postar o máximo possível, contando tudo sobre a viagem passo a passo, com muitas dicas, histórias, emoção… só espero conseguir fazer isso mesmo. Bom, se não conseguir, pelo menos umas postagens de até 140 caracteres no Twitter. Para não perder tudo isso, entre para a seita dos fiéis seguidores do Sem Destino. E se você não quiser ficar dando “refresh” na página ansiosamente, esperando pelo próximo post, assine o RSS Feed do blog.

Ser fiel vale a pena. Pelo menos é isso que eu penso sempre que consigo viajar usando minhas milhagens.  Para quem viaja muito, saber que a cada três ou quatro vezes que você voar por uma companhia aérea vai conseguir uma outra passagem é um estimulo.  Pesquisando preços de hotéis e vantagens para a minha próxima viagem, vi que, além de ser fiel na poltrona de um avião, vale a pena ser fiel também traz vantagens na cama… de um hotel.

Os programas de fidelidade de grandes redes de hotéis vêm ganhando cada vez mais espaço no Brasil. O sistema pode ser igual ao das companhias aéreas, com troca de pontos por vantagens, ou funcionar mais como um clube: você paga uma taxa de adesão, uma anuidade e pode usufruir de diárias e descontos nos hotéis da rede, dependendo aí da data, do tempo de permanência e tal. Cada empresa possui um modelo diferente. Grandes redes hoteleiras, como Marriot e Accor, viram nos clubes de férias uma oportunidade de aumentar a taxa de ocupação e manter os clientes fieis às suas confortáveis camas.

Uma observação aqui: achei algumas reclamações de um lado e elogios aos programas de outro. O fato é que, se você não estudar bem o que cada um oferece e verificar se ele atende às suas necessidades, pode acabar achando que não vale a pena. Veja bem o que cada empresa oferece, se realmente você vai conseguir usufruir de todos os benefícios do programa e se os hotéis oferecidos pela empresa ficam dentro dos seus roteiros de viagem. Conversei com meu amigo Roberto, agente da Rio Travel, que confirmou isso. Segundo ele, as vantagens estão lá e são reais, basta saber usar da maneira correta.

Royal Holiday - A empresa possui mais de 2 mil associados no Brasil e mais de 78 mil em todo o mundo.  Os principais destinos dos associados da Royal Holiday são as belas praias mexicanas de Cancun e Cozumel, mas os membros têm à disposição mais de 180 destinos em 52 países, além de 3 mil rotas de cruzeiro pelos sete mares. No Brasil, os membros podem usufruir de hospedagens que vão dos hotéris da rede Othon a charmosas pousadas em Búzios. O objetivo é “brindar benefícios através de grandes descontos ou roteiros que permitam aos sócios economizar nas viagens.” A associação funciona no esquema de anuidade e dá direito a hospedagens, descontos em tarifas aéreas e aluguel de automóveis, agência de viagem exclusiva etc.

Veja os hotéis da Royal Holiday em Cancun:

Marriot - A americana Marriott, que em 1984 criou o Marriott Vacation Club, possui 30 milhões de associados em todo o mundo e disponibiliza mais de 300 hotéis em 22 países. Os associados ao Marriott Rewards acumulam pontos a cada dólar gasto nos hotéis do grupo. Pontos que podem ser trocados por hospedagens, aluguel de carro, passagens aéreas etc. Mas, segundo 0 vice-presidente de relacionamento com o cliente da Marriott International, Bob Behrens, 90% das trocas são feitas em hospedagem e 10% em bilhetes .

Accor – Segundo o executivo Emanuel Baudart, de cada três hóspedes dos hotéis do grupo, um é associado ao programa de fidelidade. Ele está convencido que o brasileiro viaja “muito mais do que o europeu” e, por isso, a empresa vem oferecendo desde março o programa AClub por aqui. Os hóspedes podem resgatar pontos em hotéis de nove marcas do grupo (Sofitel, Pullman, MGallery, Novotel, Mercure, Suitehotel, Ibis, All Season e Accor Thalassa), somando mais de dois mil estabelecimentos em dezenas de países, e trocá-los por hospedagem ou por milhas de companhias aéreas parceiras.

Exclusive Resorts – esse é para quem tem dinheiro sobrando e não fica satisfeito com apenas uma suite presidencial. O número de associados aqui é bem menor, apenas 3 mil, mas também, quem é que pode pagar uma inscrição que vai de US$ 40 mil a US$ 120 mil e ainda desembolsar anualmente algo entre US$ 14 mil e US$ 60 mil? O diferencial aqui é o tipo de hospedagem: mais de 350 residências de luxo distribuídas por Europa, EUA, Costa Rica, México, Argentina e Tailândia.

Veja o vídeo de apresentação da Exclusive Resorts

Hyatt: Aceita qualquer data do ano para troca de pontos por reserva-prêmio, que pode ser feita para qualquer categoria de apartamento, de acordo com o saldo acumulado. Os pontos são acumulados com os gastos feitos nos 735 hotéis e resorts Hyatt em 44 países em todo o mundo, e podem ser revertidos em milhas para uso em mais de 30 empresas parceiras.

IHG: Os pontos acumulados no programa não expiram e podem ser convertidos em produtos, certificados de compras e milhas para mais de 40 companhias aéreas, além de aluguel de carros. O programa permite ainda a transferência e compra de pontos. A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo site ou nas recepções dos hotéis das bandeiras IHG, que no Brasil são InterContinental, Crowne Plaza, Holiday Inn, Holiday Inn Express e Staybridge Suites.

Starwood: Com a promessa de acesso aos hotéis da rede sem restrição de datas, cada membro acumula pontos de acordo com a estada que podem ser trocados por noites extras grátis, milhas em companhias aéreas, acesso a lounges vips, upgrades e outros benefícios. O grupo Starwood reúne as redes Le Meridien, Four Points, Westin, The Luxury Collection, aloft, Sheraton, Element, St. Regis e W Hotels.

Sol Melia: O programa contempla hospedagens grátis, aluguel de carros, passagens aéreas e outros produtos.

Bristol: Para cada R$ 1 gasto em hospedagem (diárias), será atribuído um ponto Price Free ao cartão do titular. Os pontos são convertidos conforme a tabela de valores para alta e baixa temporada nos hotéis da rede Bristol. Além da pontuação por hospedagem, o programa dá benefícios ao hóspede frequente, como acúmulo de pontos; 15 minutos de business center gratuitos; early check-in às 10h e late check-out às 14h. A rede Bristol tem 21 hotéis no Brasil.

Golden Tulip: O acúmulo de pontos é computado de acordo com o valor gasto (diferenciado para euros, dólares e libras esterlinas). O programa permite a troca de pontos por itens que vão além de milhas e hospedagem, tais como presentes, eletrônicos, casa, cozinha, viagens, experiências. A Rede Golden Tulip no Brasil fez uma parceria com a loja virtual Submarino, para que os clientes troquem seus vouchers por produtos no site. A Golden Tulip reúne 12 unidades no Brasil.

Hotelaria Brasil: Cada diária paga dá direito a crédito de no mínimo dez pontos.  Hotelaria Brasil administra bandeiras próprias como Matiz (3 e 4 estrelas) e bandeiras internacionais como Best Western e Sol Inn, do grupo Sol Melia.

Fonte: Jornal O Globo, Revista Isto É e sites das empresas.

Eu tinha um blog sobre jornalismo e marketing onde eu falava muito sobre a nossa blogosfera. Infelizmente tive que escolher entre ele e o Sem Destino. Não tinha tempo para fazer os dois, trabalhar e cuidar do meu filhão. Acho que fiz a escolha certa, pois, mesmo sem poder sair muito do Rio nesse último ano, o blog me permite ‘viajar’ o mundo todo.

Mas por que eu estou falando isso… porque nessas minhas viagens conheci muita gente interessante, pessoas que têm o mesmo interesse que eu por conhecer o mundo, culturas e tal. Essa semana recebi da amiga blogueira Carol Weiser o Prêmio Dardos 2009, um meme que vem rolando por aí e premiando blogueiros que transmitem valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.


Se você não sabe o que é um meme, vamos lá: ‘neologismo usado para descrever um conceito que se espalha rapidamente entre pessoas ou através da internet’… seria mais ou menos como um viral.

Nada como pessoas que sabem o trabalho que dá manter um blog para puro entretenimento dos outros, que nem sabemos quem são, sem ganhar nenhum dinheiro para isso, muitas vezes postando na madrugada (como eu agora), aproveitando que filho e mulher estão dormindo, para premiar outros blogueiros dedicados. Tem muita coisa ruim por aí, pessoas que começam e largam porque não aguentam o tranco, que copiam e colam o que veem (sem acento, novo acordo ortográfico), e que não sabem as regras gramaticais que tornam a nossa língua tão rica.

Seguindo as instruções, eu deveria colocar aqui 15 blogs que merecem o Dardos 2009. Então vamos lá (infelizmente acho que não posso indicar o próprio blog da Carol, até porque ela já recebeu o prêmio de duas pessoas e ia ficar se achando muito).

Overdubbing (tecnologia musical)

Fatos e Fotos de Viagens (turismo)

Diário de Viagens (turismo)

O Leitor, Esse Idiota (jornalismo)

Favoritos (variedades)

Marketeando (marketing)

O painel de 30 metros de altura

O painel de 30 metros de altura

Como colocar os visitantes de Leipzig em um ambiente que os fizesse ter a verdadeira dimesão do que a Floresta Amazônica representa, não só em importância, mas também em tamanho?

Esse foi o desafio encontrado pelo artista plástico Yadegar Asisi quando ele resolveu montar a obra ‘Amazonien’ na cidade alemã.

Plataforma de onde se poderá apreciar a obra

Plataforma de onde se poderá apreciar a obra

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O jeito foi construir um painel da altura de um prédio de dez andares com um panorâma de 360 graus da floresta com ajuda de cerca de 30 mil fotografias feitas no Brasil.  Imagens da selva serão impressas em faixas de poliéster, formando o gigante mural de 100 metros de largura e 30 de altura… uma imagem de mais de três mil metros quadrados

Os visitantes poderão se deslumbrar com a obra de uma plataforma colocada no centro do salão circular de um gasômetro desativado. A inauguração está prevista para o dia 28 de março.

Yadegar na Amazônia

Yadegar na Amazônia

Para quem acha que o artista está engajado em alguma causa de preservação ambientalista, ou que é simplesmente um desses ecochatos que aparecem por aí, ele explica que sua mensagem tem característica puramente estética: ‘Não me interesso pelo desmatamento da Amazônia.  Eu quero somente representar a beleza e complexidade [da floresta], que estimulam as pessoas a refletir.’

Mas a obra não é a única atração prevista para cidade. Ela faz parte das celebrações dos 150 anos da morte do naturalista Alexander Von Humboldt, de quem eu nunca ouvi falar, mas que parece ser bem importante. Há até uma fundação de incentivo à pesquisa com o nome do cara. Bom, quem quiser saber mais, visite o verbete dele na Wikipedia.

Voltando: além do painel da Amazônia, haverá uma instalação de 25 metros de altura com insetos da região.

Este é o quarto trabalho que Yadegar Asisi, que é conhecido como ‘o artista das ilusões’, realiza para a sua série ‘Panometer’, de pinturas colossais de panoramas em 360 graus. Nos anos anteriores, ele reproduziu o Monte Everest, a cidade de Dresdem no início do século 18 e a Roma antiga do tempo do imperador Constantino.

Painel com a cidade de Dresden no século 18

Painel com a cidade de Dresden no século 18

Se você veio parar nesse post direto de algum mecanismo de busca, clique aqui para ler as outras matérias na página incial do Sem Destino.

Para ler as notícias fresquinhas do Sem Destino, assine o RRS Feed do blog

Procurando informações sobre a as festas da virada 2009/2010, então leia os posts:

Decida o seu réveillon – 2010, Rio de Janeiro

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Neste meu penúltimo post da série sobre o réveillon, vamos dar um giro pela Bahia, com muito axé para quem curte uma boa micareta.

Mas antes de você decidir qualquer coisa, dê uma olhada nos posts anteriores:

Decida o seu réveillon – Rio de Janeiro, 2009

Decida o seu réveillon – the GLS & eletronic edition

Decida o seu réveillon – Búzios, 2009

Uma roda-gigante em Copacabana

Ivete SangaloComeçamos com a mais famosa de todas: Ivete Sangalo. A musa das micaretas vai se apresentar no Clube Espanhol, em Salvador, ao lado da Banda Eva. Os preços ficam em R$ 360 reais. Se você é estudante – ou tem uma daquelas carteiras falsificadas – divida esse valor por dois. Agora, se você está com bala na agulha, vá para o camarote, com bebida e comida liberados. Os preços ficam em R$ 900 por pessoa ou R$ 8 mil (vou escrever por extenso para você entender: oito mil reais) se você quiser ficar em uma mesa para oito pessoas. Há ainda as mesas de pista, por R$ 400 por pessoa.


parrachoNo famoso bar Parracho, em Arraial D´Ajuda, o réveillon vai ser comandado pela galera do Asa de Águia. Mas a agitação começa antes, com festas a partir do dia 27. Para esse pacotão de cinco dias, você vai desembolsar R$ 535.


Só para dificultar a sua escolha, o Chiclete com Banana se apresenta na Bahia Marina, na Avênida do Contorno, em Salvador. Os preços são parecidos com os da Ivete, com mesas a R$ 900 por pessoa e espaço louge a R$ 830, com direito a comes e bebes


Mudando um pouco de ritmo e de praia, a virada  na paradisíaca Morro de São Paulo vai ter DJ Patife e sua mistura de música brasileira e Drum ´n´ Bass. Os preços ainda não foram confirmados.


axemoiApesar do nome da festa, o réveillon Axé Moi, na Praia de Taperapuan – Porto Seguro não vai ter música bahiana. O som fica a cargo da banda mineira Jota Quest. O pacote para as três noites de festa ficam em R$ 162 na pista e R$ 372 no camarote VIP, mas os caras são malandros e só divulgaram o valor da meia entrada, então multiplique por dois se você não é mais estudante.


up-04Agora, se você não quer saber de axé ou baladas pop e gosta mesmo é de um bom trance, vá para a Universo Paralelo, na Praía de Pratigí, em Ituberá. O line up reúne dezenas de DJs de todas as partes do mundo tocando ininterruptamente por 7 dias. O local vira uma cidade, com camping, banheiros com chuveiro, lojas, farmácia e tudo o mais que você precisa para sobreviver à maratona updo festival. O preço está em R$ 300 reais.


E podem esperar que já já eu faço o último post com as dicas de réveillon, desta vez falando das principais festas pelo país.

Procurando informações sobre a as festas da virada 2009/2010, então leia os posts:

Decida o seu réveillon – 2010, Rio de Janeiro

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Depois do meu post sobre o réveillon no Rio, recebi uns comentários perguntando das baladas de GLS e de eletrônico.  No texto anterior sobre a virada, há algumas dicas de festa onde alguns DJs vão tocar, mas geralmente em uma salada musical de estourar os tímpanos, com escolas de samba e tal.

Vamos então às dicas para a galera do arco-iris e do bate-estaca.

enjoyComeçamos com uma das mais famosas festas GLS da cidade, o réveillon da E.njoy, onde eu toquei há uns três anos. O pessoal organizou dois eventos para animar a galera. O primeiro rola do dia 28, na Estrada da Barra, nº 156 – Barrinha – Barra da Tijuca. Quem toca por lá são os DJs Felipe Lira, Bruno Renno – LIVE ACT, , Mascus Vinícius e  Mentex num back to back com Aless (BH).  -

A segunda festa – a de reveillon mesmo -  vai rolar no Namaste Club – Praça Santos Dumont, nº 31 – Gávea – Jockey Club. No line up, muito tribal com André Garça (que também é um dos produtores), André Queiroz (DF), Patricinha Tribal , Rafael Calvente, e Marcus Vinícius, com o VJ Rodrigo Sucesso responsável pela projeção de imagens na pista. Tem ainda uma pista 2 (que é onde eu ficaria), com um line up de peso: João Paulo, um projeto formado por Gustavo Tatá e Mauricio Lopes, e para fechar, o grande Pareto e suas perucas coloridas.

Os preços ficam em R$78,00 para quem quer ir em só uma das festas e R$120 no pacotão para curtir as duas.

paul_van_dyckAgora, para a galera que curte um trance europeu, junte os amigos e siga para a Barra, onde o mais que famoso Paul Van Dyck , considerado o terceiro melhor do mundo pela DJ Mag, vai tocar na Praia do Pepê. Se vocês me perguntarem, realmente não é o tipo de som que eu gosto, mas acho que ninguém quer saber dos meus gostos musicais nesse momento.  O top DJ ainda se apresenta em Búzios no dia 29, na Fazenda Porto Velho

A The Week, famosa festa paulista que invadiu o Rio, preparou quatro festas para divertir a galera. Para começar, no dia 26 rola a Babylon in Rio, onde Paulo Pacheco e Renato Cecin se apresentam ao público em um back to backa, tendo como convidado especial o DJ americano Tony Moran. O local da festa surpreende, o bom e velho Scala, uma enorme casa de shows instalada no coração do Leblon.

theweek1No dia seguinte, tem a Cosmopolitan Conexão Internacional, que rola na boite The Week, uma das maiores do Rio, na Rua Sacadura Cabral, 154, Zona Portuária. No comando das pick ups, os DJ Chris Cox, Robix e Renato Cecin (SP). Na segunda pista da casa, os DJs Rafa Ariza acompanhado por Paulo Pacheco (SP) e Jeff Valle.

No dia 28, é a vez da Toy in Rio, na mesma boite, com os DJs Bem Manson, diretamente de Paris, Ana Paula, João Neto (SP) e Renato Cecin (SP).

Calma que tem mais:  na virada, logo após a queima de fogos (1h da matina), rola a News Year Party in Rio, também na boite do grupo. A atração aqui é o DJ internacional Peter Rauhofer, que promete incendiar a pista. Para completar o line up, os mesmos DJs das festas anteriores: Ana Paula, João Neto e Renato Cecin.

Para a galera empolgada que quiser curtir todas as festas da The Week, tem um passaporte especial. Dê uma olhada no site deles para ver onde comprar.

No dia 30, tem outras três festinhas para embalar o pessoa. Começamos com a Maja, do amigo Felipe Marques, da simpática hostess Nicole Nandes e do parceiro VJ Guti Sá Freire. A festa rola no club 69, na rua Farme de Amoedo (ponto de encontro GLS no Rio), número 50 – Ipanema.

No mesmo dia rola a Máxima, na Leopoldina, uma estação de trem desativada.As atrações são os DJs Marcus Vinícius e Phil Romano.

E ainda tem a Duo, festa da menina com os emails de divulgação mais engraçados que eu já li. A festa rola no club 00, na Gávea, o mesmo onde Luana Piovani caiu de bunda no chão e que o Marcelo Serrado apanhou. Mas isso são casos isolados, porque o local é bem legal. Já toquei lá algumas vezes e nunca tive problemas. No line up tem o DJ Diego Valente e o onipresente Rafael Calvente (a rima veio sem querer).

Vamos então para o after do dia 1, na Pool Party, no complexo esportivo Estação do Corpo. Prepare a sunga e o bikini, porque lá a ferveção é dentro d´água. O comando da festa fica a cargo dos DJs Flávio Lima, Gustavo Scorpio e o americano Bill Halquist.

Chega, por enquanto é só… se souber de mais alguma, mando para vocês. Aproveitem para visitar o site Cena Carioca, com várias dicas de festas de eletrônico na cidade.

Se você nunca andou por essas bandas, leia o meu post, ‘Rio de Janeiro, o guia completo’, com dicas para todos os gostos. Procurando onde ficar na cidade?  Então confira a minha ‘Lista de Albergues do Rio de Janeiro‘… e não esqueçam de visitar o meu outro post sobre o reveillon

Para curtir depois do Réveillon – a roda-gigante que fica na praia de copacabana vai ter uma filial do Café del Mar, com o DJ Hector Lopez, residente do bar em Ibiza, tocando às segundas. Leia mais no post ‘Uma roda-gigante em Copacabana’

Pois é, amigos… a novela do réveillon em Ipanema continua. Afinal, vai rolar ou não. A última notícia que tenho aqui é que NÃO VAI

Veja as informações do site do Jornal Extra, onde eu trabalho:

Depois de muita polêmica, os produtores do réveillon de Ipanema finalmente bateram o martelo e cancelaram oficialmente a festa que seria realizada na Praia de Ipanema. De acordo com o secretário municipal de Turismo, Rubens Medina, o motivo seria a falta de apoio da Polícia Militar. A autorização para a festa de réveillon na orla de Ipanema foi negada no fim do mês passado pelo comando do 23º BPM (Leblon). A festa na Praia do Flamengo corre risco de ter o mesmo destino, mas os produtores da festa de fim de ano ainda estão buscando autorização.

O secretário municipal de Turismo já havia afirmado que precisava de uma resposta das autoridades ainda esta semana, a tempo de liberar o calendário da festa, que deveria ser publicado na ontem, na quarta-feira. De acordo com os produtores da festa na orla do bairro, mesmo se a PM apresentasse o nada a opor sobre a festa hoje, não haveria tempo hábil para montagem do palco.

Para outras dicas de réveillon, visite meu post ‘Decida o seu réveillon – Rio de Janeiro, 2009

rio-rockers.jpg O número de albergues no Rio de Janeiro aumenta a cada ano, e o turista brasileiro começa a descobrir este tipo de hospedagem, mas muitos estabelecimentos estão em situação irregular.

Em 1999 eram apenas uns quatro albergues em toda a cidade. Em 2003, o número subiu para vinte. Hoje, já são mais de quarenta. Difícil é saber a quantidade exata, já que muitos não são cadastrados na EMBRATUR, na RioTur nem possuem alvará de funcionamento junto a Prefeitura. Fiquei curioso para saber a dimensão disso e fui conversar com a assessoria de imprensa da EMBRATUR, que me disse que tem apenas 25 albergues cadastrados com eles. Minha curiosidade me levou então a buscar na internet o maior número de albergues que eu conseguisse. Preparei uma lista, que divulgo aqui no blog, com 52 albergues, fora os que eu sei que existem e não tem página na Web. Só de cabeça lembrei de uns 10.

beliche.jpgNa Rua Barão da Torre, número 175, em Ipanema, existe uma vila com dez albergues. Apenas três constam dessa minha lista e, segundo informações que eu recebi de um dos proprietários, a maioria não tem a documentação necessária.

Mas, e aí? O que acontece com esses albergues. O Ministério do Turismo afirma que está estudando um projeto de fiscalização, em parceria com os órgãos oficiais de turismo, governos estaduais e prefeituras. A idéia é, ao invés de punir, dar orientação e supervisão, com o objetivo de melhorar a qualidade dos serviços. Mais sábio, mas precisa tirar o projeto da gaveta.

lighthouse-room.jpgRodrigo Leporage, 24 anos, proprietário do Rio Rockers, inaugurado em janeiro deste ano, acredita que o problema destes albergues “piratas” é que o turista não tem a quem recorrer em caso de problemas. Além disso, estes albergues “queimam o filme” de quem está tentando fazer tudo certinho, dentro da lei. Rodrigo tem todas as licenças necessárias e é também um dos poucos cadastrados da Hosteling International no Rio. A HI é a antiga Albergues da Juventude, que hoje usa o nome internacional e mantém regras rigorosas de conduta para os estabelecimentos cadastrados. Uma delas é a proibição a quartos mistos, coisa que muitos albergues têm e que eu não vejo muito problema. A maioria dos albergues que eu fiquei na Europa tinha quartos mistos.

Mas estes albergues sem cadastro não necessariamente são piores que os outros. Acredito que caberia aos órgãos responsáveis simplificar um pouco da burocracia e melhorar a fiscalização, para que esse problema fosse resolvido.

stone-of-the-beach.JPGUma constatação unânime nas minhas conversas com os proprietários foi o aumento no número de brasileiros que buscam os albergues. Parece que houve uma desmistificação do nome “albergue”, que muitos ainda vêem como uma pensão barata ou mesmo um abrigo para mendigos. Heitor D´Alincourt, proprietário do Copacabana Wave Hostel, inaugurado em dezembro do ano passado, contou diversos casos de pessoas que ligam querendo doar roupas, dinheiro, ou que aparecem lá pedindo para passar a noite, e se assustam ao ver do que realmente se trata. Mas tanto ele quanto outros proprietários acreditam que o fato de a novela “Paraíso Tropical” ter mostrado um albergue ajudou neste processo. “As pessoas às vezes ligam brincando, perguntando se aqui é o albergue da Lúcia”, diverte-se. Segundo ele, durante os jogos Pan-Americanos o Wave Hostel registrou uma ocupação de 70% de brasileiros.

Mas existe uma unanimidade também quando o assunto é a diferença entre o comportamento dos hóspedes estrangeiros e brasileiros. Silvia, proprietária do The Lighthouse, em Ipanema, confessa que os únicos problemas que ela tem são com os brasileiros. “É muito comum eles reservarem e não aparecerem. Eles geralmente demandam mais atenção também. E eu tive muitos casos de clientes brasileiros que saíram sem pagar”. Heitor, do Wave Hostel, tem o mesmo problema: “infelizmente tenho que admitir que muitas das regras que criei aqui são por causa dos brasileiros”. Tentei pegar alguns números sobre esse aumento no número de brazucas nos albergues do Rio, mas o Ministério do Turismo ainda não possui esta informação.

lighthouse-reception.jpgAgora, o que leva uma pessoa a trocar o conforto de um quarto de hotel pelos quartos com beliche de um albergue? Encontrei Fernanda Paiva, de Fortaleza, no Adventure Hostel, em Ipanema. Era a segunda vez que ela ficava em um hostel, a primeira tinha sido em Bonito-MS. Ela citou o preço como um fator importante, mas não só isso: “em um hotel você fica isolado. Não conhece ninguém. Aqui você conhece gente de diferentes culturas, faz amigos. É outro clima”.

Com o aumento do número desses estabelecimentos não só no Rio, mas em todo o Brasil, “mochilar” pelo país se torna cada vez mais fácil. Espero ver mais brasileiros passando pela minha rua, mochilão nas costas, a caminho dos diversos albergues que existem na área (são pelo menos uns quinze em um raio de 1km). E espero também que o governo crie condições para que todos eles funcionem dentro da lei. O Brasil é um país perfeito para esse tipo de turismo, faltavam os estabelecimentos e a gente mudar a nossa mentalidade. A primeira questão está resolvida… a segunda, em pouco tempo, estará também.

Veja a lista de albergues do Rio de Janeiro.

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